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- Lola Young encara a chuva e mostra que é muito mais que “Messy” no Rock in Rio
Em sua estreia no Brasil, cantora britânica enfrentou chuva e programação disputada, mas mostrou no Palco Mundo que vai muito além do hit “Messy” Foto: MORIVA Lola Young chegou ao Rock in Rio com uma tarefa complicada. Era sua primeira vez no Brasil, boa parte do público a conhecia principalmente por “Messy” e, para completar, a chuva não deu trégua durante sua apresentação no Palco Mundo. Ainda assim, a cantora britânica conseguiu mostrar que existe muito mais por trás do hit que tomou conta das redes sociais. Logo no começo, a imagem já era diferente daquela estética propositalmente desleixada que costuma acompanhar Lola. De vestido preto, unhas enormes e acompanhada por uma banda completa, ela abriu o show com “Wish You Were Dead”. Mas a mudança visual não significava uma mudança de personalidade. Bastaram algumas músicas para aparecer novamente a combinação de vulnerabilidade, humor e aquela energia meio caótica que faz parte de sua identidade. O repertório passeou por diferentes momentos de sua carreira e deu espaço para músicas como “Big Brown Eyes”, mostrando uma artista que tem muito mais a oferecer do que o sucesso viral. Essa talvez tenha sido a principal missão de Lola naquela noite: convencer quem chegou ao show por causa de “Messy” a ficar também pelas outras músicas. Lola Young mostra no Rock in Rio que é muito mais do que “Messy” E ela parecia saber que estava diante de muita gente que ainda estava conhecendo seu trabalho. Lola falou diversas vezes sobre a felicidade de finalmente estar no Brasil e se mostrou surpresa com a recepção. Em determinado momento, chegou a dizer que estava muito feliz por ouvir os gritos dos brasileiros e que eles haviam provado ser os melhores do mundo. Só que havia uma dificuldade que não dependia dela. A chuva continuava caindo e o último dia do festival tinha uma programação cheia de opções acontecendo ao mesmo tempo. Dennis começava seu show no Espaço Favela no mesmo horário, enquanto Marina Sena apareceria pouco depois no Sunset. Para uma artista fazendo sua estreia no país, disputar a atenção de um público de festival nessas condições não era exatamente o cenário mais fácil. Mesmo assim, Lola não pareceu incomodada com quem estava ali para descobrir seu trabalho. Pelo contrário. Ela agradeceu o fato de o público continuar cantando e aproveitando o show mesmo sem conhecer todas as músicas. E foi justamente quando a apresentação ficou mais íntima que ela encontrou alguns de seus melhores momentos. Em “Spiders”, Lola se emocionou e chorou no palco. Por alguns minutos, toda aquela estrutura gigantesca do Palco Mundo pareceu menos importante. Não havia necessidade de disputar atenção ou tentar criar um grande momento de festival. Bastava a voz dela e a música. Foi uma das cenas que mais ajudaram a entender por que reduzir Lola Young a “Messy” seria injusto. A voz rouca, as mudanças de intensidade e a maneira quase confessional de cantar fazem com que suas músicas funcionem justamente quando existe espaço para prestar atenção nelas. E aí aparece uma das contradições da apresentação: Lola tinha repertório e presença para estar no Palco Mundo, mas talvez algumas de suas melhores características funcionassem ainda melhor em um palco menor, onde a distância entre artista e público não fosse tão grande. Ainda assim, sua estreia brasileira cumpriu um papel importante. Em meio à chuva e à programação disputada, Lola Young teve a oportunidade de apresentar uma versão mais completa de si mesma para quem conhecia apenas o hit. E, se “Messy” foi o motivo que levou muita gente até ali, “Spiders” e o restante do repertório mostraram por que vale a pena ficar para conhecer o que existe depois dela. #LolaYoungNoRockinRio2026
- Rock in Rio aposta no K-pop e encontra uma nova geração na Cidade do Rock
Primeiro dia inteiramente dedicado ao gênero reuniu fãs de diferentes idades, lotou o Palco Mundo e mostrou como o K-pop pode aproximar uma nova geração da experiência de festival Foto: NEXZ / MORIVA O Rock in Rio decidiu apostar em uma coisa que ainda não tinha feito em mais de quatro décadas de história: dedicar um dia inteiro ao K-pop. A resposta veio logo nas primeiras horas desta sexta-feira (11), quando a Cidade do Rock começou a ser tomada por lightsticks, looks inspirados nos ídolos e uma quantidade enorme de fãs que chegaram cedo para garantir um lugar perto do Palco Mundo. Mais do que colocar artistas sul-coreanos no line-up, o festival abriu espaço para um público que tem uma relação diferente com a música ao vivo. Crianças, adolescentes, jovens adultos e muitos pais acompanharam os shows de NEXZ, Hwasa e Stray Kids, transformando o espaço em uma espécie de ponto de encontro de uma geração que cresceu consumindo K-pop pela internet e que agora teve a oportunidade de viver essa experiência dentro de um dos maiores festivais do país. O NEXZ foi responsável por abrir o Palco Mundo e já encontrou uma plateia bastante mobilizada. Mesmo sendo um grupo relativamente novo e tendo um repertório ainda limitado para preencher um grande festival, conseguiu manter os fãs envolvidos, principalmente pela interação em português e pela proximidade com quem estava na frente do palco. Rock in Rio aposta no K-pop e encontra uma nova geração na Cidade do Rock Depois veio Hwasa, que mostrou que o K-pop também pode ter diferentes caminhos. A cantora não apostou apenas em coreografias e perfeição visual. Com banda ao vivo, presença de palco e uma postura mais provocadora, ocupou o Palco Mundo com personalidade. A concentração de fãs foi tão grande que a organização precisou interromper o início da apresentação para pedir que o público recuasse e liberasse espaço na frente. A própria dinâmica do festival também mudou. Quem chegava à Cidade do Rock naquele dia encontrava um público muito mais jovem e uma quantidade de símbolos que não costumam aparecer com tanta força nas outras noites. Lightsticks substituíam celulares levantados em alguns momentos, fãs usavam roupas e acessórios inspirados nos grupos e era comum encontrar pessoas que haviam planejado a experiência muito antes de chegar ao festival. Mas o Rock in Rio não virou uma bolha completamente isolada de outros estilos. No Palco Sunset, o Jamiroquai fazia um caminho praticamente oposto, revisitando sucessos dos anos 1990 para um público que cresceu com a banda. No Espaço Favela, MC Carol, Puterrier e NandaTsunami colocaram funk e rap diante de uma plateia que também estava descobrindo novas sonoridades. No Palco Mundo, até Alok encontrou uma maneira de conversar com aquele público. O DJ incorporou músicas de artistas como Blackpink e Katseye ao set e ainda contou com uma parceria inédita com o Twice, enquanto seu espetáculo apostava em drones, luzes e grandes efeitos visuais. Foto: Adriana Vieira / Rock on Board E, claro, o grande teste veio com o Stray Kids. Quando o grupo entrou no Palco Mundo, já não havia muito espaço para dúvida sobre o tamanho da aposta. A plateia estava completamente tomada, com fãs cantando, dançando e reagindo a cada integrante. A banda ainda levou músicos ao vivo e adaptou alguns arranjos para o festival, criando um show que, em determinados momentos, se aproximou mais de uma apresentação de rock do que da estrutura tradicionalmente associada ao K-pop. O mais importante talvez esteja justamente fora do palco. O Rock in Rio conseguiu apresentar a experiência de um grande festival para uma parcela do público que ainda não necessariamente tinha esse hábito. Para muitos daqueles adolescentes, aquela pode ter sido a primeira vez diante de uma multidão daquele tamanho, acompanhando artistas que até pouco tempo atrás pareciam distantes demais para fazer parte da programação de um festival brasileiro. A aposta ainda deixa uma pergunta para as próximas edições: quanto desse novo público vai voltar para ver outros artistas? É cedo para saber. Mas o primeiro dia dedicado ao K-pop mostrou que existe uma geração disposta a ocupar a Cidade do Rock, viajar por seus artistas favoritos e viver o festival de uma maneira muito própria. No fim, talvez essa tenha sido a maior novidade do dia. O Rock in Rio não apenas colocou o K-pop no palco. Deu espaço para um público novo descobrir o que significa estar em um festival. E, para um evento que já atravessou quatro décadas justamente por saber mudar junto com a música, essa talvez seja uma das apostas mais importantes desta edição. #KPopNoRockinRio
- Stray Kids encerra primeiro dia de K-pop do Rock in Rio com show feito para os fãs
Stray Kids encerrou o primeiro dia de K-pop da história do festival com Palco Mundo lotado, músicos ao vivo, versões especiais e uma conexão intensa com os fãs brasileiros Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Quando o Stray Kids chegou ao Palco Mundo, já não havia muita dúvida sobre o tamanho da expectativa. O grupo sul-coreano entrou caminhando pelo chão, em meio ao público, e encontrou uma Cidade do Rock tomada por lightsticks, cartazes e fãs que esperaram horas para vê-los de perto. Bang Chan, líder do grupo, olhou para aquela multidão e não conseguiu esconder a surpresa. Era difícil até enxergar onde ela terminava. O show encerrou o primeiro dia inteiramente dedicado ao K-pop na história do Rock in Rio e, se havia alguma dúvida sobre a aposta do festival, a resposta estava ali. O Palco Mundo estava lotado e o público acompanhou cada música com uma intensidade que deixou o espaço praticamente impossível de ignorar. Crianças, adolescentes e adultos dividiram o mesmo lugar, muitos deles acompanhados pelos pais, que também acabaram entrando na experiência. O Stray Kids também encontrou uma maneira de não entregar simplesmente o mesmo espetáculo que apresenta em outros lugares. A banda levou músicos ao vivo para o palco, dando mais peso às músicas e criando uma sonoridade que, em vários momentos, aproximou a apresentação de um show de rock. As coreografias continuaram sendo importantes, claro, mas não eram o único centro da performance. Stray Kids transforma Palco Mundo em uma grande celebração do K-pop Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Isso ficou ainda mais evidente nas versões preparadas especialmente para o festival. “Chk Chk Boom”, por exemplo, ganhou um arranjo diferente do original, enquanto outras músicas receberam mudanças que deixaram o repertório mais adequado para um grande palco. A sensação era de que o grupo não queria apenas cumprir um setlist, mas aproveitar a oportunidade de estar diante de um público que conhecia cada detalhe de sua carreira. E o público brasileiro também ganhou seus momentos. Bang Chan arriscou um trecho de “Ai, Se Eu Te Pego”, de Michel Teló, provocando uma reação imediata. Ao longo da apresentação, a interação entre grupo e fãs foi constante, com brincadeiras, comentários e aquela troca que costuma ser uma das marcas mais fortes dos shows de K-pop. A energia já vinha sendo construída desde o começo do dia. O NEXZ abriu o Palco Mundo e encontrou fãs mobilizados desde cedo. Depois, Hwasa mostrou outra possibilidade dentro do K-pop, com um show mais provocador e uma banda ao vivo. A concentração de público chegou a ser tão grande antes da apresentação da cantora que a organização precisou interromper o início do show para pedir que as pessoas recuassem por segurança. Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Quando chegou a vez do Stray Kids, portanto, aquela multidão já estava preparada. E talvez esse seja um dos pontos mais interessantes da noite: o público não apareceu apenas para assistir a um artista. Ele fez parte da apresentação. Cada grito, cada lightstick levantado e cada resposta às músicas ajudava a construir a atmosfera do show. Até Alok, que entrou no meio da programação do Palco Mundo, encontrou uma maneira de conversar com aquela plateia, incluindo músicas de artistas como Blackpink e Katseye em seu set e realizando uma parceria com o Twice. No Sunset, o Jamiroquai apresentou o outro lado da noite, enquanto o Espaço Favela colocou funk e rap diante de uma plateia majoritariamente interessada no K-pop. No fim, o Stray Kids entregou exatamente o que aquela noite pedia, mas sem parecer uma apresentação genérica de festival. Trouxe suas músicas, suas coreografias e sua identidade, mas também deixou espaço para improvisar, brincar e responder ao público brasileiro. O primeiro dia de K-pop do Rock in Rio terminou com uma imagem difícil de ignorar: uma multidão inteira cantando e gritando por um grupo que veio do outro lado do mundo e que, naquela noite, já parecia bastante à vontade diante do público brasileiro. A aposta do festival ganhou sua resposta mais clara quando o Stray Kids entrou no palco e ela veio em volume máximo. #StrayKidsNoRockinRio2026
- Hwasa deixa a delicadeza de lado e mostra por que é uma das grandes divas do K-pop no Rock in Rio
Cantora sul-coreana apostou em presença de palco, personalidade e sensualidade para comandar o Palco Mundo em uma noite histórica para o K-pop no festival Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Se o Rock in Rio queria descobrir como o K-pop funciona fora da lógica dos grupos e das grandes coreografias, Hwasa deu uma resposta bastante clara. Sozinha no Palco Mundo, a cantora sul-coreana não precisou seguir nenhuma cartilha para dominar a primeira noite dedicada ao gênero na história do festival. Depois do NEXZ, que entregou uma apresentação marcada por coreografias precisas e pela estética tradicional dos grupos de K-pop, Hwasa apareceu em outra frequência. A voz grave, a presença de palco e uma postura muito mais provocadora fizeram com que ela ocupasse o palco sem parecer precisar de uma grande estrutura ao redor. O repertório passou por alguns dos principais momentos de sua carreira solo, incluindo “Twit”, “Maria”, “I Love My Body” e “Good Goodbye”, além de um medley do MAMAMOO. Mas talvez o mais interessante tenha sido justamente a forma como Hwasa se apresentou. Ela não tentou parecer perfeita o tempo inteiro. Pelo contrário, sua força está justamente em assumir a própria personalidade e brincar com aquilo que esperam dela. Hwasa mostra no Rock in Rio por que é uma das grandes divas do K-pop Isso também passa pela maneira como a cantora construiu sua carreira. Hwasa se tornou conhecida por desafiar padrões dentro do próprio K-pop, especialmente em relação à aparência feminina e à forma como uma artista deveria se comportar. No Rock in Rio, essa característica ficou ainda mais evidente. E o público respondeu. A expectativa já era enorme antes mesmo de Hwasa entrar no palco, tanto que a concentração de fãs chegou a provocar um alerta de segurança antes da apresentação. A produção precisou pedir que as pessoas próximas à grade recuassem para evitar uma aglomeração perigosa. Quando o show começou, a energia acumulada encontrou finalmente um lugar para descarregar. Hwasa conversou com os fãs, arriscou frases em português e demonstrou carinho pelo Brasil durante a apresentação. No final, ainda apareceu com uma bandeira brasileira, em um dos momentos mais emocionais da noite. O resultado foi uma apresentação que funcionou mesmo para quem talvez não seja tão familiarizado com o K-pop. Hwasa não dependeu apenas do fandom para sustentar o show. Sua performance tinha personalidade suficiente para chamar atenção por conta própria, justamente porque ela parece confortável em não seguir exatamente o que se espera de uma estrela do gênero. Em uma noite histórica para o Rock in Rio, que pela primeira vez dedicou um dia inteiro ao K-pop, Hwasa ocupou seu espaço de uma maneira muito particular. Antes de ser apenas mais uma atração de um line-up dominado pelo gênero, ela mostrou por que sua carreira solo ganhou tanta força: quando sobe ao palco, Hwasa não precisa se encaixar em um padrão, já que ela simplesmente faz o palco caber nela. #HwasaNoRockinRio2026
- Jamiroquai atravessa gerações e mostra que ainda tem espaço no Rock in Rio
Banda britânica revisitou clássicos da carreira no Palco Sunset e mostrou que sua mistura de funk, soul, disco e acid jazz continua conectando diferentes gerações Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Em uma noite em que o Rock in Rio estava claramente dominado por uma nova geração de fãs, o Jamiroquai apareceu no Palco Sunset como um lembrete de que algumas músicas simplesmente não envelhecem. Enquanto boa parte do público mais jovem guardava lugar para o Stray Kids no Palco Mundo, a banda britânica reuniu no Sunset quem já conhecia aqueles acordes há décadas. Liderado por Jay Kay, o grupo trouxe para o festival a mistura de funk, soul, disco, R&B e acid jazz que marcou sua carreira desde os anos 1990. E não precisou reinventar o repertório para provar que ainda funciona. Os grandes sucessos continuaram sendo o principal combustível da apresentação. Jay Kay, aos 56 anos, apareceu com a energia que se espera de um frontman que passou boa parte da carreira transformando seus chapéus e figurinos em parte da própria identidade. As trocas de visual aconteceram ao longo do show, mas era a banda que sustentava a maior parte da experiência, com músicos muito bem entrosados e arranjos que deixavam as músicas respirarem. Jamiroquai atravessa gerações e mostra que ainda tem espaço no Rock in Rio O repertório passeou por diferentes fases da trajetória do Jamiroquai, revisitando trabalhos como Emergency on Planet Earth, The Return of the Space Cowboy e Travelling Without Moving. É curioso perceber como essas músicas, que chegaram ao público brasileiro principalmente pela MTV nos anos 1990, continuam reconhecíveis para quem cresceu naquela época. De um lado, adolescentes chegavam cedo para acompanhar seus grupos favoritos de K-pop. Do outro, adultos que provavelmente também foram adolescentes quando “Virtual Insanity” apareceu pela primeira vez na televisão estavam ali cantando e dançando as mesmas músicas anos depois. Quando “Virtual Insanity” apareceu no final da apresentação, ficou ainda mais evidente o tamanho da memória afetiva construída pela banda. O clipe que marcou uma geração continua sendo imediatamente reconhecido, e a música ainda tem força suficiente para fazer um público inteiro reagir aos primeiros acordes. Em uma programação pensada para apresentar o festival a uma nova geração através do K-pop, a banda não precisou disputar atenção com Stray Kids ou tentar acompanhar a linguagem de quem estava no palco Mundo. Apenas fez seu show, revisitou seus clássicos e deixou claro que existe público para uma música que atravessa décadas. No fim, o Jamiroquai funcionou quase como um encontro entre pais e filhos dentro da Cidade do Rock. Enquanto uma geração descobria seus novos ídolos, outra reencontrava uma banda que fez parte da sua própria juventude. E, quando a música continua funcionando para públicos tão diferentes, talvez “atemporal” seja mesmo uma palavra difícil de evitar. #JamiroquaiNoRockinRio2026
- Os Garotin levam groove e personalidade ao Rock in Rio com participação de Duquesa
Trio de São Gonçalo misturou soul, funk, MPB e rap no Palco Sunset e encontrou em Duquesa uma parceira que combinou naturalmente com sua sonoridade Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Em uma noite em que o Palco Mundo estava completamente voltado para o K-pop, Os Garotin encontraram no Sunset um espaço para mostrar que a música brasileira também tinha muito a dizer. O trio de São Gonçalo levou sua mistura de soul, funk, MPB e rap para o Rock in Rio nesta sexta-feira (11) e ainda convidou Duquesa para dividir o palco em um dos momentos mais animados da apresentação. Anchieta, Léo Guima e Cupertino entraram no palco com aquela mistura de estilo que já virou parte da identidade do grupo. O figurino, os movimentos e principalmente a sintonia entre os três ajudam a construir uma apresentação que não depende de grandes efeitos para chamar atenção. É um show muito mais baseado em presença, groove e na relação entre os integrantes. A apresentação começou com algumas dificuldades para equilibrar os vocais, mas rapidamente encontrou seu ritmo. Quando o trio engrenou, ficou difícil ficar parado. Vieram músicas como “Garota”, “hoje eu vou me dar bem”, “Fantástica” e “Curva Escura”, até que Duquesa apareceu no palco para participar do show. Os Garotin levam groove e personalidade ao Rock in Rio com participação de Duquesa Foto: Adriana Vieira / Rock on Board A rapper baiana entrou para cantar “Big D!!!!!” e “Voo 1360”, trazendo uma energia diferente para o repertório. A participação não pareceu apenas um daqueles convidados colocados no meio do show para criar um momento especial. Duquesa realmente encontrou espaço dentro da proposta dos Garotin, e a combinação entre o rap dela e o groove do trio funcionou naturalmente. Depois, Os Garotin seguiram pelo repertório que ajudou a colocar o grupo em evidência, passando por “Nossa Resenha”, “Carinha de Neném” e “Zero a Cem”. O público também respondeu bem, mesmo em uma tarde em que boa parte da atenção estava voltada para os artistas sul-coreanos que dominariam o Palco Mundo mais tarde. E talvez esse seja um dos pontos mais interessantes do show. Os Garotin não precisaram competir com o K-pop ou tentar fazer algo maior do que a própria proposta. Fizeram o que sabem fazer, com uma sonoridade brasileira contemporânea e uma apresentação cheia de personalidade. Em meio a uma programação marcada por atrações internacionais e por um público que esperava principalmente pelo Stray Kids, o trio mostrou que também existe espaço para descobrir artistas nacionais no festival. E, com Duquesa ao lado, entregou um daqueles encontros que fazem sentido quando acontecem no palco. #OsGarotinNoRockinRio2026
- ATENAS.ag assina 28 pontos de experiência de seis marcas no Rock in Rio 2026
Heineken®, Volkswagen, Doritos®, Philco, Johnnie Walker e Eisenbahn estão entre as marcas com projetos da agência espalhados pela Cidade do Rock Quem está circulando pela Cidade do Rock em 2026 encontra uma série de ativações e experiências de grandes marcas. Parte delas tem a ATENAS.ag por trás. A agência assina o planejamento, a criação e a execução de 28 pontos de presença para seis marcas nesta edição do Rock in Rio: Heineken®, Volkswagen, Doritos®, Philco, Johnnie Walker e Eisenbahn. As experiências estão espalhadas por diferentes áreas do festival, incluindo o entorno do Palco Mundo, Rota 85, New Dance Order, Global Village e Área VIP. “O Rock in Rio é uma plataforma em que o Brand Experience ganha uma dimensão muito especial. [...] Nosso trabalho é entender o papel que cada uma delas pode ocupar nesse contexto e transformar estratégia em algo que as pessoas realmente possam viver. [...] Estar nesta edição com seis grandes marcas, espalhadas por diferentes territórios da Cidade do Rock, traduz muito da capacidade da ATENAS de pensar e executar experiências em grande escala”, afirma Denise Garrido, CEO e fundadora da ATENAS.ag. Heineken® é a maior operação A Heineken® reúne 13 frentes de entrega, entre a ativação principal próxima ao Palco Mundo, tirolesa, meeting point, carrinho de Heineken® Ultimate, Beer Stations e seis Beer Walls distribuídas pela Cidade do Rock. Um dos destaques é The Clinker, experiência criada em parceria com a LePub Milão. A tecnologia identifica afinidades musicais entre os participantes e usa essas conexões para ajudar a definir, em tempo real, o que toca na pista. Volkswagen espalha carros pelo festival A Volkswagen ocupa sete pontos de contato, incluindo o estande próximo ao Palco Mundo, ativações no New Dance Order e na Rota 85, três car displays e um meeting point. Entre os modelos presentes estão a Tukan, nova picape da marca, o T-Cross Rock in Rio, Tera, Tiguan, Golf GTI, Nivus GTS e Jetta GLI. Doritos® estreia Doritos® Turbo O Rock in Rio também foi escolhido pela Doritos® para a estreia nacional de Doritos® Turbo. A marca está em três pontos: estande próximo ao Palco Mundo, quiosque na Global Village e experiência na Área VIP. No espaço principal, o público encontra painéis de LED, photo opportunity, roletas e distribuição de brindes. Philco transforma caixa de som em ativação Estreante no Rock in Rio, a Philco ocupa dois espaços nesta edição. Na Rota 85, uma enorme caixa de som inspirada na linha Philco Extreme abriga o Beat Hero, game em que grupos utilizam timbaus iluminados para acompanhar estímulos visuais nos telões. Sensores captam os movimentos dos participantes em tempo real. Johnnie Walker e Eisenbahn completam a operação Na Área VIP, a Johnnie Walker conta com dois bares e um cardápio especial de coquetéis, além de elementos como coasters luminosos de LED. Já a Eisenbahn está presente na área gourmet da Cidade do Rock. A operação dá continuidade à relação da ATENAS.ag com o festival. Em 2024, a agência foi responsável por 35 ativações para seis marcas. Em 2026, a presença da agência mostra como diferentes marcas podem ocupar a Cidade do Rock de maneiras completamente distintas, usando música, tecnologia, entretenimento, gastronomia e experiências para se conectar com quem está vivendo o festival. Fotos da matéria: Ana Catarina #RockinRio2026
- Filas virtuais são avanço nas ativações do Rock in Rio, mas ainda há um desafio pela frente
Modelo ajuda a organizar a disputa pelas experiências mais concorridas da Cidade do Rock, mas capacidade e distribuição de vagas ainda podem fazer diferença na experiência do público Foto: MORIVA Por Matheus Lima, direto da Cidade do Rock - Quem passa pela Cidade do Rock em um dia de Rock in Rio já percebeu: para entrar em algumas das ativações mais disputadas, não basta chegar ao espaço. Em muitos casos, é preciso entrar em uma fila virtual, acompanhar a chamada pelo celular e aguardar a sua vez. A mudança parece simples, mas representa uma evolução importante na maneira como o público se relaciona com as marcas dentro do festival. Em vez de passar longos períodos parado em uma fila física, o visitante consegue circular pela Cidade do Rock enquanto aguarda sua vez. Na prática, a espera deixa de ocupar um espaço físico e passa a acontecer pelo celular. E isso faz diferença. Em um festival que reúne milhares de pessoas em um mesmo espaço e concentra dezenas de experiências, encontrar uma maneira de organizar a demanda sem transformar cada ativação em uma enorme fila é um desafio considerável. A edição de 2026 tem mais de 100 ativações e cerca de 1 milhão de brindes previstos ao longo dos sete dias, mostrando o tamanho dessa disputa pela atenção do público. A fila mudou de lugar O ponto é que a fila virtual resolve apenas uma parte do problema. Se a procura por uma experiência é muito maior do que a quantidade de pessoas que ela consegue receber, a espera continua existindo. A diferença é que agora ela está no celular. E, dependendo da ativação, isso pode significar entrar na fila logo cedo, acompanhar a chamada durante o dia e reorganizar a própria programação para conseguir participar. É uma troca melhor do que ficar fisicamente parado por horas, mas ainda é uma troca. E talvez seja justamente aí que esteja o próximo desafio para as ativações do Rock in Rio: não apenas encontrar uma maneira mais eficiente de organizar as filas, mas pensar em como ampliar o acesso às experiências mais desejadas. O desafio é fazer a experiência caber no tamanho da procura É importante considerar o outro lado dessa equação. As marcas estão chegando ao Rock in Rio com ativações cada vez mais elaboradas. Não se trata mais apenas de colocar um estande no caminho do público e entregar um brinde. Há jogos, espaços imersivos, personalizações, experiências tecnológicas, brinquedos e diferentes mecânicas pensadas para fazer o visitante parar e participar. O próprio festival apresenta 2026 como uma edição com milhares de horas de experiências de marca, além de uma quantidade expressiva de ativações e brindes. O problema é que quanto mais interessante é a experiência, maior tende a ser a procura. E aí aparece uma questão que não é exatamente sobre a existência das filas, mas sobre o desenho dessas experiências. Será que é possível receber mais pessoas por rodada? Criar mais horários ao longo do dia? Distribuir melhor as vagas para evitar que uma ativação fique lotada logo nas primeiras horas? Ou, em alguns casos, separar a experiência do brinde, permitindo que mais gente saia da ativação com alguma lembrança mesmo sem conseguir participar da dinâmica principal? São caminhos que podem fazer com que a evolução da fila virtual seja acompanhada por uma evolução na capacidade de atendimento. O brinde também entrou nessa disputa No Rock in Rio, o brinde deixou há algum tempo de ser apenas um detalhe das ativações. Ele virou parte importante da experiência. E isso ajuda a explicar algumas das maiores filas encontradas na Cidade do Rock. Reportagens publicadas nos primeiros dias do festival também registraram que as filas mais longas em alguns momentos estavam justamente nos estandes de brindes. Para o público, a lógica é simples: se existe um item exclusivo, limitado e que só pode ser conseguido naquele momento, a sensação de urgência aumenta. Para as marcas, por outro lado, o desafio é transformar essa procura em uma experiência positiva. Afinal, não basta fazer o público querer participar. É preciso fazer com que ele saia dali com a sensação de que valeu a pena. É aí que a fila virtual pode ser uma grande aliada. O próximo passo é aprimorar A verdade é que, em um evento do tamanho do Rock in Rio, algum tipo de espera sempre vai existir. A questão é como essa espera é administrada. As filas virtuais mostram que existe espaço para tornar esse processo mais confortável e organizado. O visitante pode continuar circulando, assistir a um show, conhecer outra ativação ou simplesmente aproveitar a Cidade do Rock enquanto aguarda. Mas a experiência pode ir além. Mais vagas distribuídas ao longo do dia, rodadas maiores, horários melhor espalhados e mecânicas que não façam todo o valor da ativação depender de uma única dinâmica são algumas das possibilidades que podem ajudar a equilibrar desejo e capacidade. No fim, não se trata de dizer que as filas virtuais não funcionam. Pelo contrário. Elas funcionam justamente porque mostram que é possível repensar a fila dentro de um festival desse tamanho. Agora, talvez o próximo passo seja pensar no que vem depois dela. Porque, quando uma experiência consegue fazer milhares de pessoas quererem participar, o problema deixa de ser convencer o público a entrar. Passa a ser encontrar uma maneira de deixar mais gente viver aquilo. #OnBackstageNoRockinRio2026
- Novo Palco Mundo é um dos grandes acertos do Rock in Rio, mas impressiona ainda mais quando bem usado
Maior mudança na estrutura do palco principal em mais de 40 anos transforma a tela em parte do espetáculo, mas experiência depende de como cada artista aproveita o recurso Foto: MORIVA Por Matheus Lima, direto da Cidade do Rock - O Palco Mundo do Rock in Rio nunca esteve tão diferente. Em mais de quatro décadas de festival, o palco principal passou por diferentes transformações, mas nenhuma tão radical quanto a desta edição. Para 2026, a tradicional estrutura cenográfica deu lugar a uma enorme "tela viva", revestida por cerca de 2.400 m² de LED, com 107 metros de largura e 31,5 metros de altura. A mudança, por si só, já impressiona. Mas o mais interessante está no que esse novo palco pode fazer quando é realmente incorporado ao espetáculo. Até a última edição, o Palco Mundo era formado por uma cenografia modular em chapas metálicas, iluminação cênica com spots embutidos e três telões: dois nas laterais e um na parte superior. Agora, toda a estrutura frontal se transforma em uma superfície visual capaz de acompanhar diferentes momentos de uma apresentação. É como entregar ao artista uma tela gigantesca para construir, em tempo real, a identidade visual do seu show. E aí está, para mim, o grande acerto do Rock in Rio. Quando o palco deixa de ser apenas um telão O LED permite uma liberdade visual que o antigo formato simplesmente não oferecia na mesma escala. Cores, imagens, animações, gráficos, vídeos e diferentes cenários podem mudar completamente a percepção de quem está na plateia. A música ganha uma dimensão visual muito maior e o próprio palco pode se transformar de acordo com a proposta de cada artista. Mas existe uma condição: é preciso saber usar. Nos primeiros dias do festival, entre 4 e 7 de setembro, já foi possível perceber que nem todos os shows exploraram o recurso da mesma maneira. Em algumas apresentações, a sensação é de que o novo Palco Mundo funciona mais como uma gigantesca transmissão do que como parte da cenografia. E essa diferença fica ainda mais evidente justamente porque o palco oferece muito mais possibilidades. Quando uma estrutura de 2.400 m² de LED é colocada à disposição de um artista, simplesmente adaptar a imagem do cantor para uma tela gigantesca parece pouco. Bring Me The Horizon mostrou o caminho Entre os shows que mais souberam aproveitar essa possibilidade até agora, o Bring Me The Horizon é um dos melhores exemplos. A apresentação conseguiu transformar o LED em parte da atmosfera do show, usando a dimensão da estrutura para ampliar a identidade visual da banda e criar momentos que funcionavam em conjunto com a música e com a performance de Oli Sykes. Gilberto Gil, Barão Vermelho, Elton John e Foo Fighters também estão entre os shows que, na nossa percepção, conseguiram aproveitar muito bem a estrutura e entender que o novo Palco Mundo pode ser mais do que um suporte para transmissão. O próprio Rock in Rio também foi descobrindo o palco Curiosamente, essa evolução visual também pôde ser percebida nos momentos em que não havia shows. As projeções utilizadas pelo próprio festival foram ganhando força ao longo dos dias, com elementos em 3D e outras criações que exploram melhor a dimensão da estrutura. Um acerto que coloca a responsabilidade também nas mãos dos artistas A inspiração não é exatamente inédita. Grandes festivais internacionais já exploram há algum tempo estruturas de LED como parte central de seus espetáculos, criando cenários que mudam completamente de acordo com cada apresentação. O Coachella é um dos exemplos mais conhecidos dessa tendência. O Rock in Rio agora entra de vez nessa conversa. E o saldo até aqui é bastante positivo. O novo Palco Mundo é provavelmente uma das mudanças mais interessantes desta edição e tem potencial para transformar completamente a experiência visual de um show. Mas ele também cria uma nova responsabilidade. Não basta ter uma tela gigantesca. É preciso pensar o espetáculo para ela. #OnBackstageNoRockinRio2026
- Péricles mostra toda a força da soul music e entrega um dos shows mais surpreendentes do Rock in Rio
Cantor deixou o samba e o pagode de lado para mergulhar no universo da Motown em uma apresentação marcada por grandes clássicos da soul music Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Quem conhece Péricles pelo samba e pelo pagode talvez não esperasse vê-lo no Rock in Rio cantando Stevie Wonder, Marvin Gaye, The Temptations e Jackson 5. Mas bastaram os primeiros minutos de seu show no Palco Sunset, nesta segunda-feira (7), para ficar claro que a escolha fazia muito sentido. A apresentação foi dedicada à Motown, referência fundamental da soul music e da música negra americana, e Péricles não tentou transformar aquelas músicas em pagode. Pelo contrário. Ele entrou de cabeça no universo da soul music, acompanhado por uma banda especialmente preparada para o repertório, com metais, backing vocals e uma sonoridade que deixava espaço para sua voz. E é justamente aí que o show ganhou força. Péricles tem uma voz que funciona em diferentes lugares, mas vê-lo interpretando músicas como "Superstition", "My Girl", "End of the Road" e "Ain't No Mountain High Enough" mostrou uma faceta que talvez parte do público do festival ainda não tivesse visto. O cantor parecia completamente à vontade naquele repertório, cantando com a segurança de quem conhece profundamente a música que está interpretando. Péricles encontra a soul music no Rock in Rio e mostra nova faceta no Sunset Foto: Adriana Vieira / Rock on Board A chuva também fez parte do cenário. Mesmo com o tempo fechado, o público ocupou o Sunset e, conforme o show avançava, a apresentação foi ganhando cada vez mais cara de celebração. Teve gente dançando, cantando junto e acompanhando Péricles descobrir, junto com a plateia, uma nova forma de apresentar músicas que atravessam gerações. O mais interessante foi justamente essa troca. Péricles levou sua experiência de décadas no samba para um repertório que nasceu em outro país e em outro contexto, mas que também fala sobre identidade, negritude, amor e música feita para o corpo. No palco, essas referências se encontraram de forma bastante natural. No fim, a sensação era de que o Rock in Rio acertou ao colocar Péricles nesse lugar. Em uma edição que vem apostando bastante em encontros e misturas, o cantor conseguiu fazer algo que nem sempre é simples: sair completamente da zona de conforto sem deixar de ser ele mesmo. #Péricles #RockinRio2026
- Laufey leva a delicadeza da bossa nova para o Rock in Rio e conquista o Sunset
Na estreia no festival, cantora islandesa lotou o Palco Sunset e mostrou como a bossa nova e o jazz podem encontrar seu espaço no Rock in Rio Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Laufey chegou ao Rock in Rio cercada de expectativa e talvez também de uma certa curiosidade. Afinal, não é todo dia que uma cantora islandesa, conhecida por misturar jazz, pop e música clássica, aparece no Sunset de um dos maiores festivais do mundo para cantar bossa nova justamente no Brasil. No fim, a combinação funcionou melhor do que poderia parecer no papel. Em sua estreia no festival, a cantora encerrou a programação do Palco Sunset nesta segunda-feira (7) e encontrou um público enorme esperando para vê-la. O espaço ficou lotado, com muita gente que já conhecia suas músicas e outras pessoas que chegaram provavelmente pela curiosidade de descobrir o fenômeno que tem conquistado principalmente a Geração Z. Laufey fez questão de mostrar o quanto a música brasileira está presente em sua formação. A bossa nova apareceu no repertório sem parecer apenas uma tentativa de agradar ao público brasileiro. E talvez esse seja um dos pontos mais interessantes da apresentação: ela não tratou o gênero como uma referência exótica, mas como uma música que realmente faz parte do seu universo artístico. Laufey encontra o Brasil entre a bossa nova e o jazz no Rock in Rio Antes do show, a cantora já havia falado sobre o cuidado que teve ao se aproximar da bossa nova e sobre a preocupação de não fazer isso de maneira superficial. No palco, essa relação ficou ainda mais evidente. Em vez de simplesmente colocar uma música brasileira no meio do set, Laufey construiu uma apresentação em que suas próprias influências conversaram com essa tradição. Também teve espaço para a troca com o público. Laufey cumprimentou fãs na grade, recebeu uma bandeira com seu rosto e mostrou estar bastante emocionada com a recepção. A própria cantora havia admitido estar surpresa com a quantidade de pessoas que conheciam seu trabalho tão longe de casa. Foto: Adriana Vieira / Rock on Board E foi justamente essa mistura que tornou o show interessante. Em um festival que costuma ser associado a guitarras, grandes produções e apresentações explosivas, Laufey apostou no caminho contrário. Voz, arranjos delicados, jazz e bossa nova deram ao Sunset um clima diferente, quase como se por alguns momentos o Rock in Rio tivesse diminuído o volume para prestar atenção em cada detalhe. Depois de Péricles, que também levou a música negra americana para o festival ao apresentar um repertório dedicado à Motown, Laufey reforçou uma das características mais interessantes deste dia do Rock in Rio que é a possibilidade de colocar artistas e referências de diferentes gerações e lugares dividindo o mesmo espaço. E, para uma artista que chegou ao Brasil justamente com o desejo de ser ouvida por um público ainda maior, o Sunset certamente não passou despercebido. #Laufey #RockinRio2026
- Calvin Harris transforma Rock in Rio em uma enorme pista de dança
DJ escocês fez história como primeiro headliner da música eletrônica no Palco Mundo e comandou uma noite de hits, chuva e muita dança Foto: MORIVA Se a ideia era fazer a Cidade do Rock dançar, Calvin Harris não poderia ter recebido uma missão mais fácil. O DJ escocês encerrou o terceiro dia do Rock in Rio neste domingo (6) fazendo história como o primeiro DJ a ocupar o posto de headliner do Palco Mundo. E fez isso debaixo de chuva, diante de um público que parecia não estar nem um pouco disposto a ir embora. Calvin Harris não precisou de uma banda inteira ou de grandes interações no microfone. A música falou por ele. Com uma sequência de hits que todo mundo conhece, o DJ transformou o maior palco do festival em uma pista de dança gigante. “One Kiss”, “This Is What You Came For”, “We Found Love” e “Summer” apareceram no set, fazendo a Cidade do Rock cantar mesmo quando a chuva apertava. E, entre uma música e outra, a produção visual ajudava a transformar o palco em um verdadeiro espetáculo de luzes. Calvin Harris transforma Rock in Rio em uma enorme pista de dança O Brasil também ganhou espaço na apresentação. Calvin incorporou elementos do funk ao set e ainda colocou a bandeira brasileira nos telões, deixando claro que a conexão com o público daqui estava presente. E talvez esse tenha sido o ponto mais curioso da noite: um festival que nasceu em 1985 com o rock como centro terminou seu terceiro dia com milhares de pessoas dançando ao som de um DJ. Calvin Harris simplesmente fez o que sabe fazer melhor e, por algumas horas, a Cidade do Rock virou exatamente o que prometia: uma enorme pista de dança. #CalvinHarris #RockinRio2026












