Os Garotin levam groove e personalidade ao Rock in Rio com participação de Duquesa
Trio de São Gonçalo misturou soul, funk, MPB e rap no Palco Sunset e encontrou em Duquesa uma parceira que combinou naturalmente com sua sonoridade

Foto: Adriana Vieira / Rock on Board
Em uma noite em que o Palco Mundo estava completamente voltado para o K-pop, Os Garotin encontraram no Sunset um espaço para mostrar que a música brasileira também tinha muito a dizer. O trio de São Gonçalo levou sua mistura de soul, funk, MPB e rap para o Rock in Rio nesta sexta-feira (11) e ainda convidou Duquesa para dividir o palco em um dos momentos mais animados da apresentação.
Anchieta, Léo Guima e Cupertino entraram no palco com aquela mistura de estilo que já virou parte da identidade do grupo. O figurino, os movimentos e principalmente a sintonia entre os três ajudam a construir uma apresentação que não depende de grandes efeitos para chamar atenção. É um show muito mais baseado em presença, groove e na relação entre os integrantes.
A apresentação começou com algumas dificuldades para equilibrar os vocais, mas rapidamente encontrou seu ritmo. Quando o trio engrenou, ficou difícil ficar parado. Vieram músicas como “Garota”, “hoje eu vou me dar bem”, “Fantástica” e “Curva Escura”, até que Duquesa apareceu no palco para participar do show.
Os Garotin levam groove e personalidade ao Rock in Rio com participação de Duquesa

Foto: Adriana Vieira / Rock on Board
A rapper baiana entrou para cantar “Big D!!!!!” e “Voo 1360”, trazendo uma energia diferente para o repertório. A participação não pareceu apenas um daqueles convidados colocados no meio do show para criar um momento especial. Duquesa realmente encontrou espaço dentro da proposta dos Garotin, e a combinação entre o rap dela e o groove do trio funcionou naturalmente.
Depois, Os Garotin seguiram pelo repertório que ajudou a colocar o grupo em evidência, passando por “Nossa Resenha”, “Carinha de Neném” e “Zero a Cem”. O público também respondeu bem, mesmo em uma tarde em que boa parte da atenção estava voltada para os artistas sul-coreanos que dominariam o Palco Mundo mais tarde.
E talvez esse seja um dos pontos mais interessantes do show. Os Garotin não precisaram competir com o K-pop ou tentar fazer algo maior do que a própria proposta. Fizeram o que sabem fazer, com uma sonoridade brasileira contemporânea e uma apresentação cheia de personalidade.
Em meio a uma programação marcada por atrações internacionais e por um público que esperava principalmente pelo Stray Kids, o trio mostrou que também existe espaço para descobrir artistas nacionais no festival. E, com Duquesa ao lado, entregou um daqueles encontros que fazem sentido quando acontecem no palco.












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