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Stray Kids encerra primeiro dia de K-pop do Rock in Rio com show feito para os fãs

Foto do escritor: Mayara Abreu
Mayara Abreu
12 de set.
3 min de leitura

Stray Kids encerrou o primeiro dia de K-pop da história do festival com Palco Mundo lotado, músicos ao vivo, versões especiais e uma conexão intensa com os fãs brasileiros


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Foto: Adriana Vieira / Rock on Board


Quando o Stray Kids chegou ao Palco Mundo, já não havia muita dúvida sobre o tamanho da expectativa. O grupo sul-coreano entrou caminhando pelo chão, em meio ao público, e encontrou uma Cidade do Rock tomada por lightsticks, cartazes e fãs que esperaram horas para vê-los de perto. Bang Chan, líder do grupo, olhou para aquela multidão e não conseguiu esconder a surpresa. Era difícil até enxergar onde ela terminava.


O show encerrou o primeiro dia inteiramente dedicado ao K-pop na história do Rock in Rio e, se havia alguma dúvida sobre a aposta do festival, a resposta estava ali. O Palco Mundo estava lotado e o público acompanhou cada música com uma intensidade que deixou o espaço praticamente impossível de ignorar. Crianças, adolescentes e adultos dividiram o mesmo lugar, muitos deles acompanhados pelos pais, que também acabaram entrando na experiência.


O Stray Kids também encontrou uma maneira de não entregar simplesmente o mesmo espetáculo que apresenta em outros lugares. A banda levou músicos ao vivo para o palco, dando mais peso às músicas e criando uma sonoridade que, em vários momentos, aproximou a apresentação de um show de rock. As coreografias continuaram sendo importantes, claro, mas não eram o único centro da performance.


Stray Kids transforma Palco Mundo em uma grande celebração do K-pop


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Foto: Adriana Vieira / Rock on Board


Isso ficou ainda mais evidente nas versões preparadas especialmente para o festival. “Chk Chk Boom”, por exemplo, ganhou um arranjo diferente do original, enquanto outras músicas receberam mudanças que deixaram o repertório mais adequado para um grande palco. A sensação era de que o grupo não queria apenas cumprir um setlist, mas aproveitar a oportunidade de estar diante de um público que conhecia cada detalhe de sua carreira.


E o público brasileiro também ganhou seus momentos. Bang Chan arriscou um trecho de “Ai, Se Eu Te Pego”, de Michel Teló, provocando uma reação imediata. Ao longo da apresentação, a interação entre grupo e fãs foi constante, com brincadeiras, comentários e aquela troca que costuma ser uma das marcas mais fortes dos shows de K-pop.


A energia já vinha sendo construída desde o começo do dia. O NEXZ abriu o Palco Mundo e encontrou fãs mobilizados desde cedo. Depois, Hwasa mostrou outra possibilidade dentro do K-pop, com um show mais provocador e uma banda ao vivo. A concentração de público chegou a ser tão grande antes da apresentação da cantora que a organização precisou interromper o início do show para pedir que as pessoas recuassem por segurança.


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Foto: Adriana Vieira / Rock on Board


Quando chegou a vez do Stray Kids, portanto, aquela multidão já estava preparada. E talvez esse seja um dos pontos mais interessantes da noite: o público não apareceu apenas para assistir a um artista. Ele fez parte da apresentação. Cada grito, cada lightstick levantado e cada resposta às músicas ajudava a construir a atmosfera do show.


Até Alok, que entrou no meio da programação do Palco Mundo, encontrou uma maneira de conversar com aquela plateia, incluindo músicas de artistas como Blackpink e Katseye em seu set e realizando uma parceria com o Twice. No Sunset, o Jamiroquai apresentou o outro lado da noite, enquanto o Espaço Favela colocou funk e rap diante de uma plateia majoritariamente interessada no K-pop.


No fim, o Stray Kids entregou exatamente o que aquela noite pedia, mas sem parecer uma apresentação genérica de festival. Trouxe suas músicas, suas coreografias e sua identidade, mas também deixou espaço para improvisar, brincar e responder ao público brasileiro.


O primeiro dia de K-pop do Rock in Rio terminou com uma imagem difícil de ignorar: uma multidão inteira cantando e gritando por um grupo que veio do outro lado do mundo e que, naquela noite, já parecia bastante à vontade diante do público brasileiro. A aposta do festival ganhou sua resposta mais clara quando o Stray Kids entrou no palco e ela veio em volume máximo.


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