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- ATENAS.ag assina 28 pontos de experiência de seis marcas no Rock in Rio 2026
Heineken®, Volkswagen, Doritos®, Philco, Johnnie Walker e Eisenbahn estão entre as marcas com projetos da agência espalhados pela Cidade do Rock Quem está circulando pela Cidade do Rock em 2026 encontra uma série de ativações e experiências de grandes marcas. Parte delas tem a ATENAS.ag por trás. A agência assina o planejamento, a criação e a execução de 28 pontos de presença para seis marcas nesta edição do Rock in Rio: Heineken®, Volkswagen, Doritos®, Philco, Johnnie Walker e Eisenbahn. As experiências estão espalhadas por diferentes áreas do festival, incluindo o entorno do Palco Mundo, Rota 85, New Dance Order, Global Village e Área VIP. “O Rock in Rio é uma plataforma em que o Brand Experience ganha uma dimensão muito especial. [...] Nosso trabalho é entender o papel que cada uma delas pode ocupar nesse contexto e transformar estratégia em algo que as pessoas realmente possam viver. [...] Estar nesta edição com seis grandes marcas, espalhadas por diferentes territórios da Cidade do Rock, traduz muito da capacidade da ATENAS de pensar e executar experiências em grande escala”, afirma Denise Garrido, CEO e fundadora da ATENAS.ag. Heineken® é a maior operação A Heineken® reúne 13 frentes de entrega, entre a ativação principal próxima ao Palco Mundo, tirolesa, meeting point, carrinho de Heineken® Ultimate, Beer Stations e seis Beer Walls distribuídas pela Cidade do Rock. Um dos destaques é The Clinker, experiência criada em parceria com a LePub Milão. A tecnologia identifica afinidades musicais entre os participantes e usa essas conexões para ajudar a definir, em tempo real, o que toca na pista. Volkswagen espalha carros pelo festival A Volkswagen ocupa sete pontos de contato, incluindo o estande próximo ao Palco Mundo, ativações no New Dance Order e na Rota 85, três car displays e um meeting point. Entre os modelos presentes estão a Tukan, nova picape da marca, o T-Cross Rock in Rio, Tera, Tiguan, Golf GTI, Nivus GTS e Jetta GLI. Doritos® estreia Doritos® Turbo O Rock in Rio também foi escolhido pela Doritos® para a estreia nacional de Doritos® Turbo. A marca está em três pontos: estande próximo ao Palco Mundo, quiosque na Global Village e experiência na Área VIP. No espaço principal, o público encontra painéis de LED, photo opportunity, roletas e distribuição de brindes. Philco transforma caixa de som em ativação Estreante no Rock in Rio, a Philco ocupa dois espaços nesta edição. Na Rota 85, uma enorme caixa de som inspirada na linha Philco Extreme abriga o Beat Hero, game em que grupos utilizam timbaus iluminados para acompanhar estímulos visuais nos telões. Sensores captam os movimentos dos participantes em tempo real. Johnnie Walker e Eisenbahn completam a operação Na Área VIP, a Johnnie Walker conta com dois bares e um cardápio especial de coquetéis, além de elementos como coasters luminosos de LED. Já a Eisenbahn está presente na área gourmet da Cidade do Rock. A operação dá continuidade à relação da ATENAS.ag com o festival. Em 2024, a agência foi responsável por 35 ativações para seis marcas. Em 2026, a presença da agência mostra como diferentes marcas podem ocupar a Cidade do Rock de maneiras completamente distintas, usando música, tecnologia, entretenimento, gastronomia e experiências para se conectar com quem está vivendo o festival. Fotos da matéria: Ana Catarina #RockinRio2026
- Filas virtuais são avanço nas ativações do Rock in Rio, mas ainda há um desafio pela frente
Modelo ajuda a organizar a disputa pelas experiências mais concorridas da Cidade do Rock, mas capacidade e distribuição de vagas ainda podem fazer diferença na experiência do público Foto: MORIVA Por Matheus Lima, direto da Cidade do Rock - Quem passa pela Cidade do Rock em um dia de Rock in Rio já percebeu: para entrar em algumas das ativações mais disputadas, não basta chegar ao espaço. Em muitos casos, é preciso entrar em uma fila virtual, acompanhar a chamada pelo celular e aguardar a sua vez. A mudança parece simples, mas representa uma evolução importante na maneira como o público se relaciona com as marcas dentro do festival. Em vez de passar longos períodos parado em uma fila física, o visitante consegue circular pela Cidade do Rock enquanto aguarda sua vez. Na prática, a espera deixa de ocupar um espaço físico e passa a acontecer pelo celular. E isso faz diferença. Em um festival que reúne milhares de pessoas em um mesmo espaço e concentra dezenas de experiências, encontrar uma maneira de organizar a demanda sem transformar cada ativação em uma enorme fila é um desafio considerável. A edição de 2026 tem mais de 100 ativações e cerca de 1 milhão de brindes previstos ao longo dos sete dias, mostrando o tamanho dessa disputa pela atenção do público. A fila mudou de lugar O ponto é que a fila virtual resolve apenas uma parte do problema. Se a procura por uma experiência é muito maior do que a quantidade de pessoas que ela consegue receber, a espera continua existindo. A diferença é que agora ela está no celular. E, dependendo da ativação, isso pode significar entrar na fila logo cedo, acompanhar a chamada durante o dia e reorganizar a própria programação para conseguir participar. É uma troca melhor do que ficar fisicamente parado por horas, mas ainda é uma troca. E talvez seja justamente aí que esteja o próximo desafio para as ativações do Rock in Rio: não apenas encontrar uma maneira mais eficiente de organizar as filas, mas pensar em como ampliar o acesso às experiências mais desejadas. O desafio é fazer a experiência caber no tamanho da procura É importante considerar o outro lado dessa equação. As marcas estão chegando ao Rock in Rio com ativações cada vez mais elaboradas. Não se trata mais apenas de colocar um estande no caminho do público e entregar um brinde. Há jogos, espaços imersivos, personalizações, experiências tecnológicas, brinquedos e diferentes mecânicas pensadas para fazer o visitante parar e participar. O próprio festival apresenta 2026 como uma edição com milhares de horas de experiências de marca, além de uma quantidade expressiva de ativações e brindes. O problema é que quanto mais interessante é a experiência, maior tende a ser a procura. E aí aparece uma questão que não é exatamente sobre a existência das filas, mas sobre o desenho dessas experiências. Será que é possível receber mais pessoas por rodada? Criar mais horários ao longo do dia? Distribuir melhor as vagas para evitar que uma ativação fique lotada logo nas primeiras horas? Ou, em alguns casos, separar a experiência do brinde, permitindo que mais gente saia da ativação com alguma lembrança mesmo sem conseguir participar da dinâmica principal? São caminhos que podem fazer com que a evolução da fila virtual seja acompanhada por uma evolução na capacidade de atendimento. O brinde também entrou nessa disputa No Rock in Rio, o brinde deixou há algum tempo de ser apenas um detalhe das ativações. Ele virou parte importante da experiência. E isso ajuda a explicar algumas das maiores filas encontradas na Cidade do Rock. Reportagens publicadas nos primeiros dias do festival também registraram que as filas mais longas em alguns momentos estavam justamente nos estandes de brindes. Para o público, a lógica é simples: se existe um item exclusivo, limitado e que só pode ser conseguido naquele momento, a sensação de urgência aumenta. Para as marcas, por outro lado, o desafio é transformar essa procura em uma experiência positiva. Afinal, não basta fazer o público querer participar. É preciso fazer com que ele saia dali com a sensação de que valeu a pena. É aí que a fila virtual pode ser uma grande aliada. O próximo passo é aprimorar A verdade é que, em um evento do tamanho do Rock in Rio, algum tipo de espera sempre vai existir. A questão é como essa espera é administrada. As filas virtuais mostram que existe espaço para tornar esse processo mais confortável e organizado. O visitante pode continuar circulando, assistir a um show, conhecer outra ativação ou simplesmente aproveitar a Cidade do Rock enquanto aguarda. Mas a experiência pode ir além. Mais vagas distribuídas ao longo do dia, rodadas maiores, horários melhor espalhados e mecânicas que não façam todo o valor da ativação depender de uma única dinâmica são algumas das possibilidades que podem ajudar a equilibrar desejo e capacidade. No fim, não se trata de dizer que as filas virtuais não funcionam. Pelo contrário. Elas funcionam justamente porque mostram que é possível repensar a fila dentro de um festival desse tamanho. Agora, talvez o próximo passo seja pensar no que vem depois dela. Porque, quando uma experiência consegue fazer milhares de pessoas quererem participar, o problema deixa de ser convencer o público a entrar. Passa a ser encontrar uma maneira de deixar mais gente viver aquilo. #OnBackstageNoRockinRio2026
- Novo Palco Mundo é um dos grandes acertos do Rock in Rio, mas impressiona ainda mais quando bem usado
Maior mudança na estrutura do palco principal em mais de 40 anos transforma a tela em parte do espetáculo, mas experiência depende de como cada artista aproveita o recurso Foto: MORIVA Por Matheus Lima, direto da Cidade do Rock - O Palco Mundo do Rock in Rio nunca esteve tão diferente. Em mais de quatro décadas de festival, o palco principal passou por diferentes transformações, mas nenhuma tão radical quanto a desta edição. Para 2026, a tradicional estrutura cenográfica deu lugar a uma enorme "tela viva", revestida por cerca de 2.400 m² de LED, com 107 metros de largura e 31,5 metros de altura. A mudança, por si só, já impressiona. Mas o mais interessante está no que esse novo palco pode fazer quando é realmente incorporado ao espetáculo. Até a última edição, o Palco Mundo era formado por uma cenografia modular em chapas metálicas, iluminação cênica com spots embutidos e três telões: dois nas laterais e um na parte superior. Agora, toda a estrutura frontal se transforma em uma superfície visual capaz de acompanhar diferentes momentos de uma apresentação. É como entregar ao artista uma tela gigantesca para construir, em tempo real, a identidade visual do seu show. E aí está, para mim, o grande acerto do Rock in Rio. Quando o palco deixa de ser apenas um telão O LED permite uma liberdade visual que o antigo formato simplesmente não oferecia na mesma escala. Cores, imagens, animações, gráficos, vídeos e diferentes cenários podem mudar completamente a percepção de quem está na plateia. A música ganha uma dimensão visual muito maior e o próprio palco pode se transformar de acordo com a proposta de cada artista. Mas existe uma condição: é preciso saber usar. Nos primeiros dias do festival, entre 4 e 7 de setembro, já foi possível perceber que nem todos os shows exploraram o recurso da mesma maneira. Em algumas apresentações, a sensação é de que o novo Palco Mundo funciona mais como uma gigantesca transmissão do que como parte da cenografia. E essa diferença fica ainda mais evidente justamente porque o palco oferece muito mais possibilidades. Quando uma estrutura de 2.400 m² de LED é colocada à disposição de um artista, simplesmente adaptar a imagem do cantor para uma tela gigantesca parece pouco. Bring Me The Horizon mostrou o caminho Entre os shows que mais souberam aproveitar essa possibilidade até agora, o Bring Me The Horizon é um dos melhores exemplos. A apresentação conseguiu transformar o LED em parte da atmosfera do show, usando a dimensão da estrutura para ampliar a identidade visual da banda e criar momentos que funcionavam em conjunto com a música e com a performance de Oli Sykes. Gilberto Gil, Barão Vermelho, Elton John e Foo Fighters também estão entre os shows que, na nossa percepção, conseguiram aproveitar muito bem a estrutura e entender que o novo Palco Mundo pode ser mais do que um suporte para transmissão. O próprio Rock in Rio também foi descobrindo o palco Curiosamente, essa evolução visual também pôde ser percebida nos momentos em que não havia shows. As projeções utilizadas pelo próprio festival foram ganhando força ao longo dos dias, com elementos em 3D e outras criações que exploram melhor a dimensão da estrutura. Um acerto que coloca a responsabilidade também nas mãos dos artistas A inspiração não é exatamente inédita. Grandes festivais internacionais já exploram há algum tempo estruturas de LED como parte central de seus espetáculos, criando cenários que mudam completamente de acordo com cada apresentação. O Coachella é um dos exemplos mais conhecidos dessa tendência. O Rock in Rio agora entra de vez nessa conversa. E o saldo até aqui é bastante positivo. O novo Palco Mundo é provavelmente uma das mudanças mais interessantes desta edição e tem potencial para transformar completamente a experiência visual de um show. Mas ele também cria uma nova responsabilidade. Não basta ter uma tela gigantesca. É preciso pensar o espetáculo para ela. #OnBackstageNoRockinRio2026
- Laufey leva a delicadeza da bossa nova para o Rock in Rio e conquista o Sunset
Na estreia no festival, cantora islandesa lotou o Palco Sunset e mostrou como a bossa nova e o jazz podem encontrar seu espaço no Rock in Rio Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Laufey chegou ao Rock in Rio cercada de expectativa e talvez também de uma certa curiosidade. Afinal, não é todo dia que uma cantora islandesa, conhecida por misturar jazz, pop e música clássica, aparece no Sunset de um dos maiores festivais do mundo para cantar bossa nova justamente no Brasil. No fim, a combinação funcionou melhor do que poderia parecer no papel. Em sua estreia no festival, a cantora encerrou a programação do Palco Sunset nesta segunda-feira (7) e encontrou um público enorme esperando para vê-la. O espaço ficou lotado, com muita gente que já conhecia suas músicas e outras pessoas que chegaram provavelmente pela curiosidade de descobrir o fenômeno que tem conquistado principalmente a Geração Z. Laufey fez questão de mostrar o quanto a música brasileira está presente em sua formação. A bossa nova apareceu no repertório sem parecer apenas uma tentativa de agradar ao público brasileiro. E talvez esse seja um dos pontos mais interessantes da apresentação: ela não tratou o gênero como uma referência exótica, mas como uma música que realmente faz parte do seu universo artístico. Laufey encontra o Brasil entre a bossa nova e o jazz no Rock in Rio Antes do show, a cantora já havia falado sobre o cuidado que teve ao se aproximar da bossa nova e sobre a preocupação de não fazer isso de maneira superficial. No palco, essa relação ficou ainda mais evidente. Em vez de simplesmente colocar uma música brasileira no meio do set, Laufey construiu uma apresentação em que suas próprias influências conversaram com essa tradição. Também teve espaço para a troca com o público. Laufey cumprimentou fãs na grade, recebeu uma bandeira com seu rosto e mostrou estar bastante emocionada com a recepção. A própria cantora havia admitido estar surpresa com a quantidade de pessoas que conheciam seu trabalho tão longe de casa. Foto: Adriana Vieira / Rock on Board E foi justamente essa mistura que tornou o show interessante. Em um festival que costuma ser associado a guitarras, grandes produções e apresentações explosivas, Laufey apostou no caminho contrário. Voz, arranjos delicados, jazz e bossa nova deram ao Sunset um clima diferente, quase como se por alguns momentos o Rock in Rio tivesse diminuído o volume para prestar atenção em cada detalhe. Depois de Péricles, que também levou a música negra americana para o festival ao apresentar um repertório dedicado à Motown, Laufey reforçou uma das características mais interessantes deste dia do Rock in Rio que é a possibilidade de colocar artistas e referências de diferentes gerações e lugares dividindo o mesmo espaço. E, para uma artista que chegou ao Brasil justamente com o desejo de ser ouvida por um público ainda maior, o Sunset certamente não passou despercebido. #Laufey #RockinRio2026
- Péricles mostra toda a força da soul music e entrega um dos shows mais surpreendentes do Rock in Rio
Cantor deixou o samba e o pagode de lado para mergulhar no universo da Motown em uma apresentação marcada por grandes clássicos da soul music Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Quem conhece Péricles pelo samba e pelo pagode talvez não esperasse vê-lo no Rock in Rio cantando Stevie Wonder, Marvin Gaye, The Temptations e Jackson 5. Mas bastaram os primeiros minutos de seu show no Palco Sunset, nesta segunda-feira (7), para ficar claro que a escolha fazia muito sentido. A apresentação foi dedicada à Motown, referência fundamental da soul music e da música negra americana, e Péricles não tentou transformar aquelas músicas em pagode. Pelo contrário. Ele entrou de cabeça no universo da soul music, acompanhado por uma banda especialmente preparada para o repertório, com metais, backing vocals e uma sonoridade que deixava espaço para sua voz. E é justamente aí que o show ganhou força. Péricles tem uma voz que funciona em diferentes lugares, mas vê-lo interpretando músicas como "Superstition", "My Girl", "End of the Road" e "Ain't No Mountain High Enough" mostrou uma faceta que talvez parte do público do festival ainda não tivesse visto. O cantor parecia completamente à vontade naquele repertório, cantando com a segurança de quem conhece profundamente a música que está interpretando. Péricles encontra a soul music no Rock in Rio e mostra nova faceta no Sunset Foto: Adriana Vieira / Rock on Board A chuva também fez parte do cenário. Mesmo com o tempo fechado, o público ocupou o Sunset e, conforme o show avançava, a apresentação foi ganhando cada vez mais cara de celebração. Teve gente dançando, cantando junto e acompanhando Péricles descobrir, junto com a plateia, uma nova forma de apresentar músicas que atravessam gerações. O mais interessante foi justamente essa troca. Péricles levou sua experiência de décadas no samba para um repertório que nasceu em outro país e em outro contexto, mas que também fala sobre identidade, negritude, amor e música feita para o corpo. No palco, essas referências se encontraram de forma bastante natural. No fim, a sensação era de que o Rock in Rio acertou ao colocar Péricles nesse lugar. Em uma edição que vem apostando bastante em encontros e misturas, o cantor conseguiu fazer algo que nem sempre é simples: sair completamente da zona de conforto sem deixar de ser ele mesmo. #Péricles #RockinRio2026
- Calvin Harris transforma Rock in Rio em uma enorme pista de dança
DJ escocês fez história como primeiro headliner da música eletrônica no Palco Mundo e comandou uma noite de hits, chuva e muita dança Foto: MORIVA Se a ideia era fazer a Cidade do Rock dançar, Calvin Harris não poderia ter recebido uma missão mais fácil. O DJ escocês encerrou o terceiro dia do Rock in Rio neste domingo (6) fazendo história como o primeiro DJ a ocupar o posto de headliner do Palco Mundo. E fez isso debaixo de chuva, diante de um público que parecia não estar nem um pouco disposto a ir embora. Calvin Harris não precisou de uma banda inteira ou de grandes interações no microfone. A música falou por ele. Com uma sequência de hits que todo mundo conhece, o DJ transformou o maior palco do festival em uma pista de dança gigante. “One Kiss”, “This Is What You Came For”, “We Found Love” e “Summer” apareceram no set, fazendo a Cidade do Rock cantar mesmo quando a chuva apertava. E, entre uma música e outra, a produção visual ajudava a transformar o palco em um verdadeiro espetáculo de luzes. Calvin Harris transforma Rock in Rio em uma enorme pista de dança O Brasil também ganhou espaço na apresentação. Calvin incorporou elementos do funk ao set e ainda colocou a bandeira brasileira nos telões, deixando claro que a conexão com o público daqui estava presente. E talvez esse tenha sido o ponto mais curioso da noite: um festival que nasceu em 1985 com o rock como centro terminou seu terceiro dia com milhares de pessoas dançando ao som de um DJ. Calvin Harris simplesmente fez o que sabe fazer melhor e, por algumas horas, a Cidade do Rock virou exatamente o que prometia: uma enorme pista de dança. #CalvinHarris #RockinRio2026
- Barão Vermelho leva Cazuza de volta ao Rock in Rio e emociona nova geração
Em reencontro com o festival, banda revisitou clássicos e homenageou o antigo vocalista em uma apresentação que conectou diferentes gerações Foto: Adriana Vieira / Rock on Board O Barão Vermelho voltou ao Palco Mundo neste domingo (6) carregando uma história que começou no próprio Rock in Rio. Mais de 40 anos depois da primeira edição do festival, Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros e Dé Palmeira se reuniram novamente para revisitar clássicos que ajudaram a construir o rock brasileiro. E, mesmo sem estar fisicamente ali, Cazuza esteve presente o tempo inteiro. A homenagem ao antigo vocalista ganhou seu momento mais emocionante quando Frejat cantou “Todo Amor Que Houver Nessa Vida” enquanto imagens de Cazuza apareciam no telão. Foi um daqueles momentos em que a Cidade do Rock inteira parece parar para prestar atenção. Foto: Adriana Vieira / Rock on Board A escolha não poderia ser mais simbólica. Cazuza foi o vocalista do Barão na primeira participação da banda no Rock in Rio, em 1985, e sua presença faz parte da própria memória do festival. Agora, décadas depois, sua voz voltou a ocupar aquele mesmo espaço. Barão Vermelho leva Cazuza de volta ao Rock in Rio e emociona nova geração O repertório passeou principalmente pela fase em que Cazuza esteve à frente da banda, com músicas como “Maior Abandonado”, “Bete Balanço” e “Por Que a Gente é Assim?”, além de “O Tempo Não Para”, já da carreira solo do cantor. Mas o mais interessante foi olhar para a plateia e perceber que aquela história não pertence apenas a quem viveu os anos 1980. Tinha gente que provavelmente nem havia nascido quando o Barão tocou pela primeira vez no Rock in Rio cantando aquelas músicas como se fizessem parte da própria vida. E talvez esse seja o maior sinal de que o legado de Cazuza continua funcionando: ele atravessou gerações sem precisar ser apresentado. No final, “Pro Dia Nascer Feliz” colocou todo mundo para cantar e fechou uma apresentação que foi muito mais do que uma reunião. Foi um reencontro com a história do rock brasileiro. E, por alguns minutos, o Rock in Rio conseguiu fazer Cazuza voltar para casa. #BarãoVermelho #RockinRio2026
- Black Eyed Peas coloca o Rock in Rio para dançar e ainda ganha reforço de Papatinho
Grupo apresentou seus maiores hits debaixo de chuva, misturou pop, hip-hop e funk e ainda celebrou a música brasileira ao lado de Papatinho Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Black Eyed Peas fez a Cidade do Rock virar uma grande festa neste domingo (6). Mesmo debaixo de chuva, o grupo entregou uma sequência de hits que atravessou diferentes fases da carreira e colocou o público para cantar e dançar do começo ao fim. Papatinho subiu ao Palco Mundo para participar da apresentação e trouxe ainda mais identidade brasileira para o show. O produtor entrou no clima do grupo e ajudou a transformar o momento em uma verdadeira mistura de hip-hop, pop e funk. A parceria ainda ganhou uma surpresa: o Black Eyed Peas e Papatinho apresentaram “WE LIVE UP IN HERE”, colaboração lançada especialmente neste domingo. O bloco brasileiro também passou por “Rap da Felicidade” e “Rap das Armas”, fazendo a Cidade do Rock cantar músicas que já fazem parte da memória do país. Black Eyed Peas coloca o Rock in Rio para dançar e ainda ganha reforço de Papatinho Mas, antes e depois da participação, o grupo deixou claro por que seus maiores sucessos continuam funcionando tão bem ao vivo. “Let's Get It Started”, “Boom Boom Pow”, “Pump It”, “Where Is the Love?” e “I Gotta Feeling” fizeram o público esquecer a chuva por alguns minutos. Will.i.am também aproveitou o momento para falar sobre sua admiração pela música brasileira, citando nomes como Gilberto Gil, Jorge Ben Jor e Sérgio Mendes. A banda ainda colocou “Mas, Que Nada” no repertório, reforçando a conexão com o país. Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Sem Fergie, o grupo apresentou uma formação diferente daquela que marcou alguns de seus maiores sucessos, mas isso não impediu a Cidade do Rock de entrar na festa. No fim, foi exatamente isso que o Black Eyed Peas entregou: uma grande festa pop, cheia de nostalgia, hits conhecidos por todo mundo e, dessa vez, com uma dose generosa de Brasil no meio. #BlackEyedPeas #RockinRio2026
- Nelly leva os anos 2000 de volta ao Rock in Rio
Em sua estreia no Brasil, rapper americano revisitou grandes hits dos anos 2000 e transformou o Palco Mundo em uma viagem nostálgica em meio à chuva Foto: MORIVA Se você viveu os anos 2000, provavelmente reconheceu praticamente tudo que tocou no show do Nelly. Se não viveu, provavelmente descobriu rapidamente por que aquele período deixou tantos hits que continuam vivos até hoje. O rapper americano fez sua estreia no Brasil e no Rock in Rio neste domingo (6), no Palco Mundo, em uma apresentação que teve cara de festa dos anos 2000. A chuva não desanimou o público, que recebeu Nelly com muita animação. E o cantor ainda entrou no clima brasileiro: apareceu no palco usando uma camisa azul da Seleção Brasileira, arrancando gritos da plateia. O começo, porém, foi mais morno. Nelly parecia economizar energia enquanto o público fazia boa parte do trabalho, cantando e esperando pelos grandes momentos. Mas bastou o repertório começar a entrar nos hits para a história mudar. Nelly leva os anos 2000 de volta ao Rock in Rio “Country Grammar”, “Hot in Herre”, “Dilemma” e “Just a Dream” fizeram a Cidade do Rock viajar diretamente para aquela época de calças largas, videoclipes na televisão e músicas que todo mundo sabia cantar mesmo sem admitir. Nelly não precisava apresentar grandes novidades. O que o público queria era justamente voltar por algumas horas para aquele período em que suas músicas estavam em todos os lugares. A apresentação ganhou ainda mais força na reta final, quando o rapper começou a emendar seus sucessos com músicas que marcaram outros nomes do hip-hop e da música pop dos anos 2000. Foi aí que a festa realmente tomou conta do Palco Mundo. No fim, o show pode até ter demorado para engrenar, mas quando engrenou, ninguém parecia muito preocupado com isso. Era Nelly, era chuva, era Rock in Rio e, principalmente, era uma viagem coletiva para os anos 2000. #Nelly #RockinRio2026
- Jota Quest transforma Sunset em baile de Tim Maia no Rock in Rio
Banda mineira celebrou Tim Maia com soul, funk, convidados especiais e clássicos que fizeram o público cantar e dançar no Palco Sunset Foto: MORIVA O Jota Quest fez do Palco Sunset uma grande celebração à música de Tim Maia neste domingo (6). Em um show que marcou a estreia ao vivo do projeto "Jota Quest & Tim Maia – Dance Enquanto É Tempo", a banda mineira deixou um pouco de lado os próprios hits para mergulhar no repertório de um dos maiores nomes da música brasileira. Celebrando 30 anos de carreira, o Jota Quest revisitou Tim Maia com uma banda afiada, metais, backing vocals e aquela mistura de soul, funk e pop que combina perfeitamente com a sonoridade do grupo. O resultado foi um show leve, dançante e que conseguiu apresentar as músicas de Tim para uma nova geração sem tentar copiar o original. Jota Quest transforma Sunset em baile de Tim Maia no Rock in Rio Rogério Flausino comandou a apresentação com muita energia e deixou claro que aquilo era, antes de tudo, uma celebração. “Não Quero Dinheiro”, “Descobridor dos Sete Mares” e outros clássicos fizeram a Cidade do Rock cantar e dançar. Mas os convidados deram um sabor ainda mais especial à apresentação. Negra Li apareceu para dividir o palco com a banda, enquanto Tony Tornado protagonizou um dos momentos mais simbólicos da noite. A relação dele com Tim Maia é parte da própria história da música negra brasileira, e sua presença tornou a homenagem ainda mais especial. O show pareceu uma conversa entre diferentes gerações da música brasileira. Tim Maia estava no centro, mas o Jota Quest conseguiu colocar sua própria identidade nas músicas e mostrar por que decidiu revisitar esse repertório justamente agora. No fim, o resultado foi daqueles shows que simplesmente funcionam: gente dançando, cantando e descobrindo ou redescobrindo músicas que continuam tão atuais quanto quando foram lançadas. Jota Quest não tentou ser Tim Maia, só fez questão de lembrar por que Tim Maia continua sendo Tim Maia. #JotaQuest #RockinRio2026
- Bring Me The Horizon entrega um dos grandes shows do Rock in Rio
Banda britânica combinou peso, hits, produção grandiosa e muita interação com o público em uma apresentação marcada pela conexão de Oli Sykes com o Brasil Foto: MORIVA O Bring Me The Horizon chegou ao Palco Mundo neste sábado (5) sabendo exatamente o que o público brasileiro queria. Desde os primeiros minutos, a apresentação foi uma mistura de música, produção gigantesca, efeitos visuais e muita interação. Oli Sykes dominou o palco com aquela energia que parece não acabar nunca e, principalmente, mostrou mais uma vez o quanto se sente em casa quando está no Brasil, além de ter "CPF", Pix e do país agora ser sua residência oficial. O vocalista brincou, conversou com a plateia e fez questão de se comunicar diretamente com os fãs, arrancando gritos e risadas entre uma música e outra. É difícil assistir ao Oliver Sykes no Brasil e não perceber que existe uma relação diferente aqui - e para além do matrimônio, já que Oliver é casado com a modelo brasileira Allisa Salls. Bring Me The Horizon entrega um dos grandes shows do Rock in Rio Foto: MORIVA Musicalmente, a banda também fez uma viagem por diferentes fases da carreira. O peso dos primeiros trabalhos apareceu ao lado das músicas mais recentes e dos hits que ajudaram o Bring Me The Horizon a chegar a um público muito maior. “Can You Feel My Heart”, “Throne”, “Drown” e “Teardrops” fizeram a Cidade do Rock cantar em coro, enquanto os momentos mais pesados lembraram por que a banda continua sendo uma das principais referências do rock pesado atual. Os telões, as luzes, os efeitos e a movimentação constante no palco criaram um espetáculo que combinava perfeitamente com o tamanho do Rock in Rio. Ao mesmo tempo, Oli fazia questão de quebrar essa distância e conversar com quem estava ali. Foto: MORIVA O Bring Me The Horizon já passou por muitas fases e mudou bastante ao longo dos anos, mas continua encontrando maneiras de surpreender quem acompanha a banda. No Rock in Rio, isso ficou ainda mais evidente. Entre gritos, cantorias, muito peso e um Oli Sykes cada vez mais brasileiro, a banda entregou uma apresentação que dificilmente será esquecida por quem esteve na Cidade do Rock. E, sinceramente? Se depender do público, eles podem voltar amanhã. #BringMeTheHorizon #RockinRio2026
- The Hives transforma Palco Mundo em espetáculo no Rock in Rio
Em sua estreia no festival, banda sueca entregou carisma, humor e muito rock no Palco Mundo The Hives faz sua estreia no Rock in Rio - Foto: Adriana Vieira / Rock on Board Se existe uma banda que sabe transformar um show de rock em um grande espetáculo, essa banda é o The Hives. E nesta sexta-feira (4), a estreia dos suecos no Rock in Rio mostrou exatamente por que a reputação da banda como uma das melhores performances ao vivo do rock continua tão forte. Pela primeira vez na Cidade do Rock, Pelle Almqvist e companhia chegaram ao Palco Mundo com a missão de preparar o público para o que viria depois. E, mesmo antes do Foo Fighters fechar a noite, ficou difícil tirar os olhos do palco. Vestido com o visual característico da banda, Pelle comandou a apresentação com uma mistura de carisma, provocação e humor. O vocalista conversou com o público, brincou, fez discursos exagerados sobre a própria banda e até arriscou frases em português, criando rapidamente uma relação de proximidade com quem estava diante do palco. O garage rock direto do The Hives ganhou força no Palco Mundo com músicas como “Hate to Say I Told You So”, “Walk Idiot Walk” e “Tick Tick Boom”, faixas que fizeram o público cantar, pular e entrar no jogo proposto pela banda. A banda também apresentou músicas dos trabalhos mais recentes, incluindo The Death of Randy Fitzsimmons, de 2023, e The Hives Forever Forever The Hives, lançado em 2025. Mesmo com material novo no setlist, a identidade do grupo permaneceu a mesma: guitarras aceleradas, bateria explosiva e aquele rock cru que parece ter sido feito para ser ouvido ao vivo. Não existe uma produção gigantesca tentando disputar atenção com os músicos. O espetáculo está nos próprios integrantes. Pelle corre, dança, provoca a plateia e transforma praticamente qualquer intervalo entre as músicas em mais uma oportunidade para fazer alguma brincadeira. O The Hives também soube aproveitar o tamanho do Rock in Rio para criar aqueles momentos clássicos de interação. Pelle conversou diretamente com a plateia, pediu respostas cada vez mais altas e tratou o Palco Mundo quase como se fosse um pequeno clube onde a banda já estivesse acostumada a tocar. Essa é uma das grandes forças do grupo: mesmo em um palco gigantesco, a apresentação nunca parece distante. A energia é imediata e vem principalmente da troca entre banda e público. E, para quem talvez ainda não conhecesse tanto o The Hives, a apresentação funcionou também como uma espécie de cartão de visitas. A banda não precisou de muitos minutos para explicar por que está há décadas entre os nomes mais interessantes do garage rock. No fim, “Nobody Does It Better” encerrou a apresentação em clima de despedida teatral, mantendo até os últimos segundos a personalidade que marcou todo o show. Porque o The Hives realmente faz aquilo que poucos conseguem: pegar uma estrutura gigantesca como o Palco Mundo, colocar cinco músicos vestidos de preto e branco no centro dela e fazer tudo parecer uma enorme brincadeira. Pelle Almqvist, com seu humor, seus exageros e sua energia incansável, fez questão de garantir que ninguém saísse da Cidade do Rock dizendo que viu apenas mais um show de rock. O The Hives veio ao Rock in Rio e deixou uma certeza: quando a banda sobe ao palco, o entretenimento também faz parte do repertório. #TheHives #RockinRio2026












