top of page

Elton John transforma o Rock in Rio em uma despedida à altura de sua história

Foto do escritor: Mayara Abreu
Mayara Abreu
há 2 dias
2 min de leitura

Aos 79 anos, o astro britânico voltou ao país para um encontro que parecia ter ficado para trás e transformou o Palco Mundo em uma grande celebração de sua trajetória


elton-john-transforma-rock-in-rio-em-despedida-a-altura-de-sua-historia

Foto: Adriana Vieira / Rock on Board


Elton John não precisava provar mais nada no Rock in Rio. Aos 79 anos, com uma carreira que atravessa mais de cinco décadas e uma turnê de despedida que terminou em 2023, ele poderia simplesmente ter vindo ao festival para revisitar seus maiores sucessos. Mas, quando sentou ao piano no Palco Mundo, a sensação era de que aquele momento tinha um peso diferente.


A apresentação desta segunda-feira (7) marcou o retorno de Elton ao Brasil depois de ele ter ficado de fora da sua despedida oficial dos palcos. E talvez por isso o show tenha ganhado uma espécie de significado que ia além do repertório. Era uma oportunidade que parecia ter ficado para trás e que, finalmente, aconteceu.


Elton John finalmente se despede do público brasileiro no Rock in Rio


O começo já entregava o que o público esperava: piano, voz e aquelas músicas que parecem existir há tanto tempo que já fazem parte da memória coletiva. "Rocket Man", "Tiny Dancer", "Your Song", "Candle in the Wind" e "Goodbye Yellow Brick Road" apareceram ao longo da apresentação, acompanhadas por uma plateia que sabia exatamente o que estava cantando.


Mas o que chamou atenção foi perceber que Elton não tratou o show como uma simples retrospectiva. Mesmo com limitações físicas e vocais que fazem parte de sua realidade hoje, ele se manteve presente durante toda a apresentação, conversando com o público e demonstrando gratidão pelo carinho que recebeu dos brasileiros.


elton-john-transforma-rock-in-rio-em-despedida-a-altura-de-sua-historia

Foto: Adriana Vieira / Rock on Board


Os telões ajudaram a construir esse clima de retrospectiva, mas era o próprio Elton quem concentrava a atenção. O piano continuava sendo o centro de tudo. Não havia necessidade de grandes efeitos para sustentar aquelas canções. Bastava ele começar a tocar os primeiros acordes para que a Cidade do Rock reconhecesse a música.


Para quem cresceu ouvindo Elton John, havia ali uma coleção de lembranças. Para quem descobriu suas músicas mais recentemente, uma chance de assistir de perto a um artista que ajudou a definir a música pop. Gerações diferentes acabaram encontrando o mesmo repertório no mesmo lugar.


No encerramento, com "Don't Let the Sun Go Down on Me", ficou ainda mais difícil separar o show da ideia de despedida. Elton já havia se despedido dos palcos, mas ainda faltava esse encontro com o público brasileiro. E, no Rock in Rio, ele finalmente teve a oportunidade de fechar esse capítulo do jeito que sua história pedia e diante de uma multidão cantando suas músicas de volta para ele.


Comentários


bottom of page