top of page

Twenty One Pilots encerra o Rock in Rio com bateria nas alturas e muita interação

Foto do escritor: Mayara Abreu
Mayara Abreu
há 5 dias
3 min de leitura

Tyler Joseph e Josh Dun encerraram a edição de 2026 com fogo, chuva, bateria nas alturas e muita interação com o público no Palco Mundo


twenty-one-pilots-encerra-rock-in-rio-espetaculo-interacao

Foto: Adriana Vieira / Rock on Board


O Rock in Rio terminou do jeito que o Twenty One Pilots costuma fazer de melhor: colocando o público dentro do show. Tyler Joseph e Josh Dun encerraram a edição de 2026 no Palco Mundo na madrugada desta segunda-feira (14), enfrentando chuva e uma plateia menor do que a esperada para um headliner, mas que permaneceu bastante participativa até os últimos minutos.


A apresentação começou com “Overcompensate” e passou por diferentes fases da carreira do duo, incluindo “Heathens”, “Shy Away”, “Tear in My Heart”, “Jumpsuit”, “Nico and the Niners”, “Ride” e “Stressed Out”. O repertório também teve espaço para músicas mais recentes, mostrando que o show não dependia apenas da nostalgia dos maiores hits.


Mas, para quem já conhece o Twenty One Pilots, o setlist é só uma parte da experiência. Tyler passou boa parte do tempo correndo pelo palco, trocando de instrumento e procurando alguma forma de se aproximar da plateia. Josh Dun, por sua vez, protagonizou um dos momentos mais comentados da noite ao escalar uma estrutura e tocar bateria literalmente nas alturas.


Twenty One Pilots encerra o Rock in Rio com espetáculo e muita interação


twenty-one-pilots-encerra-rock-in-rio-espetaculo-interacao

Foto: Adriana Vieira / Rock on Board


E não parou por aí. O show teve fogo, plataformas suspensas, mudanças de cenário e aquela sensação de que alguma coisa poderia acontecer a qualquer momento. Em “Ride”, um segurança do festival chamado Jonathan, que também era fã da banda, foi convidado para subir ao palco e cantar com Tyler. É o tipo de momento que dificilmente estaria previsto em um show reproduzido de maneira totalmente mecânica.


A interação também apareceu em pequenas coisas. Tyler conversou bastante com o público e brincou com referências brasileiras ao longo da apresentação. A banda ainda incluiu um trecho de “Seven Nation Army”, do The White Stripes, no repertório, além de brincar com “Believe”, de Cher, durante “Tally”.


A chuva, que acompanhou boa parte do último dia do festival, acabou fazendo parte da experiência. O público que ficou até aquele horário precisou lidar com o gramado molhado e o clima pouco favorável, mas quem permaneceu encontrou uma banda disposta a entregar um show completo, mesmo sem a mesma quantidade de pessoas que ocupou o Palco Mundo em outros momentos desta edição.


No final, Tyler e Josh ficaram suspensos em pequenas plataformas sobre o público e tocaram bateria enquanto a plateia acompanhava tudo de baixo. É uma imagem que resume bem o tipo de apresentação que o Twenty One Pilots construiu ao longo dos anos: música, espetáculo e uma proximidade quase improvável entre artista e fã.


Depois de sete dias de festival, com shows gigantes, estreias, reencontros e apostas bastante diferentes entre si, o Rock in Rio terminou com uma banda que nunca parece completamente satisfeita em apenas tocar suas músicas. O Twenty One Pilots fez questão de transformar a última apresentação em uma experiência própria, mesmo debaixo de chuva e diante de um público menor.


Não foi o encerramento mais grandioso em número de pessoas, mas foi um encerramento bastante fiel ao que o Twenty One Pilots representa. E, quando Josh Dun terminou tocando bateria acima da cabeça da plateia enquanto “Trees” chegava ao fim, o festival ganhou uma última imagem difícil de esquecer.


Comentários


bottom of page