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Rock in Rio: Scalene ergue o rock nacional em estreia no Palco Mundo

Única atração nacional inédita no Palco Mundo, Scalene mostrou a sua força

 

Letycia Miranda

21 Setembro 2017 | 20h40

Scalene no Rock in Rio. (Imagem: I Hate Flash)

 

Foi dado o pontapé inicial na segunda semana de um dos maiores festivais de música do mundo. E, iniciando os trabalhos no emblemático Palco Mundo, Scalene veio para mostrar a força dos artistas independentes.

 

A inclusão da banda na escalação do palco mais importante do festival, retrata um pequeno e importante passo pro rock nacional independente. Diferente de todas as outras atrações nacionais do Palco Mundo, o rock da Scalene não possui longos anos de estrada e hits que atravessam gerações, entretanto, a banda formada em Brasília já é dona de um Grammy e possui três álbuns na bagagem: "Cromático" (2012), "Real/Surreal" (2013) e "Éter" (2015). Vieram deles, a força para se apresentar no mesmo palco que Aerosmith.

 

O vocalista Gustavo Bertoni mostrou-se bastante carismático ao invocar a participação do público que, com palmas, respondia e aos poucos se envolvia com o rock da banda. Logo em suas primeiras palavras, foi possível sentir toda a sua energia. Agradecimento com resquícios de incredulidade. Afinal, Scalene ao ser escalada para o festival representou muitos dos nossos artistas da cena independente que, mesmo com os serviços de streaming e a facilidade de acessar novos músicos, ainda são deixados de lado pelas grandes mídias.

 

No setlist, a banda passeou por toda a sua discografia, apresentando um rock corpulento que divide espaço com melodias mais melancólicas. O trio "Histeria", "Náufrago" e "Sublimação", ambas do disco "Éter" (2015), foram as responsáveis pelos primeiros acordes. Algumas músicas depois, apostaram no repertório do álbum "magnetite", lançado em junho deste ano, introduzindo a faixa "Distopia".

 

O público era extremamente variado, passando por muitos cabelos brancos, mas a resposta não variou tanto, os corpos dançando e as bocas fechadas mostravam que pra muitos ali não se sabia quem estava tocando, mas estava muito bom. 

 

Com letras que falam de amor, relacionamento, política, religião, Scalene alcança o interesse de muitas pessoas. Gustavo lembrou da importância da música em momentos difíceis, fazendo um paralelo com a situação do país, bem como com as relações interpessoais que se aceleram na era digital.  

 

Eles vieram pra provar que a cena independente, o rock nacional e a nova geração tem muito potencial que precisa urgentemente ser descoberto. Por isso, os rapazes ressaltaram também a beleza e a força da música brasileira, lembrando o público de valorizar também nossos músicos. Eles mais que deram conta do recado trazendo assim visibilidade para a cena. Vida longa, longuíssima aos rapazes.

 

Setlist @ Scalene no Rock in Rio 2017

 

1. Histeria

2. Náufrago

3. Sublimação

4. Vultos

5. Cartão Postal

6. Surreal

7. Distopia

8. Sonhador II

9. Ilustres Desconhecidos

10. Entrelaços

11. Amanheceu

12. ESC

13. Extremos

14. Danse Macabre

15. Legados

 

Nota: A autora não faz mais parte do site desde abril de 2018. Os seus conteúdos estão disponíveis por autorização da mesma.

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