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Viagra Boys levam mosh, sátira e energia intensa ao Lollapalooza Brasil 2026

  • Foto do escritor: Mayara Abreu
    Mayara Abreu
  • há 2 dias
  • 1 min de leitura

Com performance intensa e crítica afiada, banda sueca entregou um show caótico, com mosh, crowd surfing e interação constante com o público


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Viagra Boys durante show no Lollapalooza 2026 — Foto: Resistance


O Viagra Boys, grupo formado em Estocolmo e liderado por Sebastian Murphy, entrega ao vivo exatamente o que construiu em estúdio: um som sujo, provocador e completamente imprevisível, que mistura post-punk, garage e uma energia quase incontrolável. No show de hoje (20) no Lollapalooza Brasil 2026, ficou claro que o público brasileiro entendeu a proposta, com muito mosh, crowd surfing e energia.


As músicas do Viagra Boys funcionam como críticas à masculinidade tóxica, à política e ao comportamento contemporâneo, embaladas por riffs e vocais, muitas vezes repetitivos. Ao vivo, isso ganha uma camada extra de intensidade. “Sports”, por exemplo, virou um dos pontos altos, já que enquanto a letra lista atividades banais com ironia, Sebastian Murphy fazia flexões no palco, arrancando gritos e risadas do público.


Mas o que realmente diferencia o show da banda é a performance. Sebastian Murphy, quase sempre sem camisa, com sua postura debochada, conduz o espetáculo como um anti-frontman carismático. Ao redor dele, o Viagra Boys transforma cada música em um pequeno colapso organizado, com direito a solo de sax e músicos se jogando no público.


O resultado foi um público completamente entregue, protagonizando rodas intensas e stage dives, inclusive dos próprios integrantes da banda. Um tipo de experiência que vai além do show e que só o Viagra Boys consegue levar em um festival.


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