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Bad Religion substitui Sex Pistols no The Town 2025 e entrega show explosivo, conquistando fãs do punk


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Bad Religion fez um dos shows mais agitados do The Town 2025 — Foto: MORIVA


O The Town reservou uma surpresa de peso para o público: no lugar dos Sex Pistols, quem assumiu o palco foi o Bad Religion. A escolha, que inicialmente gerou expectativa, se mostrou certeira — a banda entregou uma apresentação explosiva que conquistou os fãs do punk e fez da noite um dos momentos mais intensos do festival.


Desde os primeiros acordes de “Recipe for Hate”, ficou claro que a conexão entre banda e público continuaria impecável. Os fãs responderam em coro a cada refrão, enquanto diversos moshpits se formavam, traduzindo a energia que só um show de punk rock pode proporcionar.


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Banda substituiu Sex Pistols no line-up — Foto: MORIVA


A setlist foi um verdadeiro presente, reunindo clássicos como “No Control”, “I Want to Conquer the World”, “Generator”, “21st Century (Digital Boy)” e “American Jesus”, além de momentos emocionantes como “Sorrow” e “Infected”. A performance foi marcada pela intensidade e pela interação constante da banda com a plateia, que aproveitou cada minuto da apresentação.


Transformando a substituição em triunfo, o Bad Religion reafirmou sua relevância e deixou claro por que é uma das formações mais importantes da história do punk. Para muitos, o show foi não só uma surpresa, mas também um dos pontos altos do festival.


Bruce Dickinson encanta o festival com show solo e repertório de carreira, surpreendendo fãs com clássicos inéditos ao vivo


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Bruce durante show no The Town 2025 — Foto: MORIVA


No The Town, Bruce Dickinson provou mais uma vez que sua relação com o público brasileiro vai além do Iron Maiden. O vocalista, hoje com 67 anos, subiu ao palco correndo de um lado a outro, sem perder o fôlego nem a potência vocal que o consagraram como um dos maiores nomes do heavy metal.


Dono de uma conexão única com os fãs daqui, que já o viram inúmeras vezes nos últimos anos, o músico transformou sua apresentação em um encontro intimista, mesmo diante de uma multidão.


“Hoje é especial, porque faz 40 anos da primeira vez que toquei aqui.”

Contou Bruce, antes de ser saudado com um espontâneo coro de “Olê, olê, olê, Bruce”.


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Bruce Dickinson celebra 40 anos de Brasil — Foto: MORIVA


Diferente da grandiosidade cênica típica do Iron Maiden, Dickinson apostou em um show direto, onde a principal atração era ele mesmo e sua voz. O repertório misturou momentos marcantes de sua carreira solo, como “Accident of Birth” e “Tears of the Dragon”, com faixas de seu novo álbum, The Mandrake Project (2024). Do disco, músicas como “Resurrection Men” e “Rain on the Graves” ganharam vida no palco com bom humor e teatralidade.


Mesmo quando o público preferiu apenas balançar a cabeça, houve momentos de explosão coletiva, caso de “Tears of the Dragon”, cantada em uníssono, e “Book of Thel”, que abriu espaço para rodas de mosh. O encerramento foi uma surpresa para os fãs de longa data: “Flash of the Blade”, do Powerslave (1984), faixa do Iron Maiden que nunca havia sido tocada ao vivo até a atual turnê.


Com promessa de retorno em 2026 com o Maiden e até mesmo em 2027 em carreira solo, Dickinson mostrou no The Town que ainda tem muito a oferecer. Seja com a banda que o consagrou ou sozinho, o inglês já é parte da história da música no Brasil.


Travis agita o The Town 2025 com espetáculo visual, mas curto setlist deixa público dividido


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Rapper não autorizou ser fotografado no The Town 2025 — Foto: Divulgação


Travis Scott era um dos nomes mais aguardados do The Town, atraindo uma multidão de fãs que foram ao festival apenas para vê-lo. No entanto, o show do rapper norte-americano, apesar de explosivo em termos visuais, deixou a sensação de frustração em boa parte do público.


Com menos de 50 minutos de duração, a apresentação soou apressada para um headliner de festival. Muitas músicas não foram executadas por completo, e algumas chegaram a ser cortadas logo nos primeiros segundos, como “God’s Country” e “DA WIZARD”. Em outros momentos, canções foram repetidas ou reiniciadas, o que contribuiu para uma certa quebra de ritmo.


A passarela, elemento central nos shows da última turnê de Travis, foi pouco utilizada, diminuindo a proximidade com a plateia. Apesar da energia de um público engajado, a conexão entre artista e fãs pareceu aquém do esperado, contrastando com o histórico de performances intensas do rapper.


Se por um lado o espetáculo visual impressionou com pirotecnia, fogos, jatos de fogo e um telão que projetava Travis como uma sombra enigmática, por outro, o repertório fragmentado e a curta duração deixaram um gosto amargo. O setlist incluiu sucessos como “goosebumps”, “SICKO MODE”, “90210” e “Antidote”, mas sem a consistência que o público esperava.


No fim, Travis Scott entregou um show que, embora marcante em sua estética, acabou sendo lembrado mais pelas lacunas do que pela intensidade.


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