• Pedro Henrique

Metallica faz show extraordinário para 70 mil em São Paulo

Banda fez uma das performances mais poderosas no país com a WorldWired Tour na capital paulista


James Hetfield durante apresentação do Metallica em São Paulo — Foto: Fábio Tito/G1


Quando pensamos em Metallica o que nos vem a mente? Um show poderoso, correto? Pois bem, esse foi apenas um dos adjetivos para definir o espetáculo que aconteceu na noite da última terça-feira (10) no Estádio do Morumbi, em São Paulo.


Com um palco gigantesco que unia cinco telões com uma qualidade absurda e que nos colocavam dentro de cada backdrop, um megashow pirotécnico e um som potente, o Metallica matou a saudade que os paulistas estavam de um concerto da banda da melhor forma possível e para um público ensandecido de 70 mil.


O baixista Robert Trujillo e o baterista Lars Ulrich durante show do Metallica no Estádio do Morumbi, em São Paulo — Foto: Fábio Tito/G1


A abertura ficou por conta de 'Whiplash', assim como nas performances anteriores e de cara já sabíamos o nível do que viria pela frente. 'One' e 'Nothing Else Matters' foram dois dos grandes ápices do show (sim, dizer que tivemos apenas um seria injustiça). O público cantou com toda a força dos pulmões ambas as faixas e provou que os dois clássicos já estão imortalizados na história do rock 'n' roll. 'Master of Puppets' também precisa ser mencionada. O refrão marcante foi gritado de ponta a ponta do estádio, momento que arrepiou quem estava presente.


Em relação aos cortes na setlist, 'The Unforgiven' foi a mais sentida. Muitos dos fãs presentes comentaram ao final do show que a canção deveria ter sido apresentada. Particularmente, a equipe do On Backstage torcia por 'Whiskey in The Jar' mas essa também ficou de fora. Claro, isso não tornou o show menos especial.



Outro destaque foi a simpatia do James Hetfield. Antes de começar a canção 'Fuel', ele brincou sobre a fã que deu luz no show em Curitiba, soltando um "hey, se você for ter um bebê, venha aqui do lado", se referindo a área de primeiros socorros. Ou antes de 'Sad but True', quando falou que iria tocar uma que o público não gosta e perguntou "existe alguma que vocês não gostam?". Essas interações tornaram a performance ainda mais agradável e pouco mecânico.


Lars (baterista), Trujillo (baixista) e Hammet (guitarrista) também não deixam a desejar em absolutamente nada. Os três, além de serem gigantes no palco, demonstram toda a técnica que gerou o legado da banda de forma deslumbrante. Trujillo chega até a fazer piruetas e giros no palco, o que nos fez grudar os olhos nele.


Metallica se apresentou em São Paulo para 70 mil — Foto: Fábio Tito/G1


A escolha do Morumbi para o show pôde se justificar pela alta demanda. O público não caberia no Allianz Parque, de fato, mas é difícil não imaginar que dois shows por lá ainda seriam melhor do que um no Morumbi. O estádio ainda apresenta alguns problemas, como localização e visão do palco. Arquibancadas sofrem com este problema, tendo em vista a distância do palco para elas e até mesmo os pagantes de pista premium são prejudicados; um setor onde todos deveriam conseguir ver, se levarmos em conta o valor pago, não oferece essa certeza. Os que ficam na lateral do setor não conseguem ver bem nem os telões e muito menos o palco.


Nesta quinta feira (12/05), acontece o último show da banda no Brasil, em Belo Horizonte.


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