Review: Outra Esfera - Tassia Reis
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Em setembro, viva experiência do maior e melhor
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34 anos desde a última passagem, os veteranos do Scorpions chegam com força total. Rock You Like a Hurricane!

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O multi-platinado e membro do Rock & Roll Hall of Fame, Bon Jovi, chega ao país com a turnê This House Is Not For Sale.

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Uma das principais bandas do thrash metal, Slayer, celebra 38 anos de carreira com turnê mundial de despedida.

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Prepare-se para ver o Iron Maiden na maior produção de sua história em dois dos maiores estádios do país.
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Review: Outra Esfera - Tassia Reis

14.06.2017

 

Nosso rap está cada vez mais vivo. Consideramos que entre os artistas mais influentes do país, hoje contamos com pelo menos dois rappers; Criolo e Emicida. E a revolução segue adiante. Por muitos anos acostumamo-nos a ver muitos homens em ascensão com o rap e nada de mulheres. Uma das grandes vitórias da música brasileira é a constante ascensão das mesmas dialogando com o mundo através dessa vertente.

 

O paradigma atual do país, com tantas mudanças e reformas nas leis, reafirma a inserção da arte em nosso dia-a-dia. Músicos que fazem rap incluem, em muitos casos, o caos injusto que inflama nos subúrbios e periferias que passam desapercebidos em notícias midiáticas. Como um auto-falante e voz do povo, as rimas são grandes aliadas na construção de atitudes que promovem o crescimento individual e social de cada pessoa alcançada pelas batidas. 

 

Tássia Reis é participante ativa desse movimento. Suas rimas tem conquistado e vem abrindo espaço no mercado da música. Elas trazem mensagens baseadas no feminismo, e também de fatores sociais que são verdadeiros opressores emocionais/psicológicos. Em 2013 lançou sua composição “Meu RapJazz”. A princípio a música foi produzida pelo produtor Esquina da Gentil, para uma mixtape que reunia outras mulheres. Essa música alcançou 3.000 visualizações em dois dias. Com clipe, 10.000 visualizações em um dia. Essa foi a primeira música que gravou e primeiro single oficial.

 

O álbum Outra Esfera foi lançado em Setembro de 2016, e chama atenção pela riqueza melódica que acompanham suas rimas. Indo além das batidas de hip-hop comandadas na picape, as composições contam com arranjos de piano e até flauta transversa, acrescentando ritmos que se aproximam do jazz e do blues.

"Não É Proibido" introduz o CD, composto por 7 faixas, com canto dos pássaros, dando a música leveza que dialoga com a mensagem da letra. A batida que se arrasta nos minutos, marcam a ideia do auto-conhecimento alcançado pela interlocutora. A letra reflete reflexões profundas acerca de assuntos como tristeza, conflitos internos e a libertação dos mesmos não tema/ o medo é algema/ felicidade não é problema/ dançar não é proibido.

 

A segunda faixa do disco, "Ouça-me" é como um grito de libertação. A batida demanda urgência e a letra refresca a mensagem de uma voz que nasceu pra ser calada e que agora vive em liberdade. Invade os cantos da cidade explanando o abuso de poder que gera opressão, chamando urgente pela mudança de comportamento que possibilita a liberdade e o direito a igualdade nos versos, nas ruas, na mídia.

Em "Desapegada" , Tassia deságua o sentimento leve de ser plena e constante mesmo olhando a desilusão. Sem se prender ou viver o abate das decisões do outro, mas seguir como uma folha solta que anda com o vento mas tem a tranquilidade de saber aonde vai. Logo a guitarra marca a presença de influências próximas do reggae na quarta faixa do CD, "Semana Que Vem". Enquanto a letra traz a luz o drama de relações amorosas; o querer e o não querer simultâneos em uma relação que poderia ser de dois.

 

"Da Lama / Afrontamento" tem a melodia baseada no groove do contra-baixo e na letra o grave da desigualdade. Nos deparamos com a realidade ácida de vir ao mundo já sendo desfavorecido. Sem culpa e com a obrigação de ser mais resistente com um corpo e mente que comporte e aguente o subjugo das pessoas a partir de uma visão pautada em preconceitos. 

 

"Se Avexe Não" é uma faixa que, definitivamente, se destaca no álbum.  A composição é rica, contém a batida do hip-hop, a gravina do baixo que sola e o teclado discorrendo a canção. A composição que transborda compreensão e delicadeza da interlocutora naqueles momentos em que estamos sozinhos com nossas mazelas. Te abraça quando lembra que não que eu lhe deva dizer como é que se deve sofrer/ chore se quiser chorar/ corra se quiser correr. E na aceitação da tristeza e no reconhecer da sua importância para o crescimento e maturação, somos levados pro meio do samba que presenteia a melodia e faz qualquer corpo dançar na certeza que as mazelas tem muito a ensinar.

"Perigo" re-pensa o dilema de uma relação a dois. A incerteza perigosa de não saber o que esperar do outro. Os efeitos que soam na letra transmitem mistério no ar da canção. 

 

"Outra Esfera" afirma a identidade musical de Tassia Reis que dialoga com muitas questões pertinentes na sociedade bem como a mistura que ela faz do rap hip-hop e jazz.

 

Nota: A autora não faz mais parte do site desde abril de 2018. Os seus conteúdos estão disponíveis por autorização da mesma.

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