Phoenix realiza espetáculo na Lapa repleto de hits, dança e suor

Phoenix realiza espetáculo na Lapa repleto de hits, dança e suor

26.01.2018

É de fato sabido que, apresentações de cunho internacional possuem altas chances de promoverem intensas emoções e vibrações inexplicáveis, para os amantes de bons shows e festivais. Os franceses da Phoenix assinaram esse termo no fim da folha. 

 

Às 23 horas, horário previsto para começar a apresentação, existia uma fila de muitos metros ao redor da Lapa, cheia de fãs querendo ansiosamente entrar na histórica (e pequena) casa de shows, Circo Voador. Quem conseguiu trazer os rapazes para a primeira apresentação solo deles por aqui (antes, passaram somente em festivais) foi a plataforma Queremos, que busca conectar os fãs, artistas e produtores para promoverem shows iradíssimos e que a galera quer muito poder curtir ao vivo. Importante a ressalva de que o Circo é uma casa pequena de shows, diferentemente da sua grandiosa história. O espaço promove uma ligação única entre o artista e seu público. Pois bem, estamos tratando de um show que teve seus ingressos esgotados em pouquíssimos dias de venda. As expectativas eram absurdamente grandes, fato.

 

A banda indie-rock, que veio apresentar a turnê do álbum "Ti Amo" (2016), começou com um enorme atraso, estendendo o tempo d público na longa fila do lado de fora. O que era pra começar às 23, começou 00:20, um grande tropeço se levar em conta que o show foi em uma quinta-feira, véspera de dia útil. Mas o carisma e a dedicação da trupe comandada por Thomas Mars, apagou qualquer efeito da longa espera. O palco abrigou seis músicos e uma gama de instrumentos, responsáveis pela estrondosa identidade sonora dos caras. São muitos elementos para compor a melodia de uma música. A multiplicidade eclética de sons mantém o astral de qualquer fã lá no alto.

(Foto: Tuiki Borges / Midiorama)

 

É verão e no Rio, se não saímos do banho direto para um ar refrigerado, logo começa a suar. A concha do Circo estava abafada e úmida de tanto calor, de tanto suor, de tanta gente pulando e dançando. Meteórica, a apresentação da Phoenix foi recheada de hits e efeitos visuais incríveis. De cara, os franceses desaguaram grandes hits; "J-Boy", "Lasso", "Entertainment", "Lisztomania" e "Trying To Be Cool". Dado esse feito, todo mundo ficou rouco logo de cara! "Lisztomania" , sucesso do quarto álbum de estúdio, 'Wolfgang Amadeus Phoenix' (2009), é um dos maiores hits da história deles até aqui, sua letra é cantada da primeira a última estrofe pelo público quente e acentuado que os acompanham. Muitos decibéis alcançados com o coral formado num Circo absolutamente lotado e o sexteto no palco.

 

Apesar do show ter como primeiro objetivo promover o atual trabalho, "Ti Amo", o álbum “Wolfgang Amadeus Phoenix” recheou o repertório da Phoenix, que foi extenso e bem trabalhado. Sabiamente intercalando as cancões com base mais rock n' roll e as baladas. 

 

A identidade visual deles tem um alto percentual de perfeccionismo. Eles trouxeram cores. Muitas cores. O telão de led de ponta a ponta no palco, dialogava com a intensidade das músicas, e foi responsável por deixar o público mais impressionado ainda com a coisa toda. Mars trocava energia com os fãs o tempo inteiro. Se abaixava, cumprimentava e principalmente, pediu desculpas várias vezes pelo atraso no show.

 

Como se não bastassem as danças que os músicos ensaiavam no palco, Thomas olhou para galera, enfiou o microfone no bolso e foi. Foi nadando até o final da concha do circo, onde foi içado pelos fãs que estavam na arquibancada. Lá ele deu alguns passos apenas se segurando na grade, e dando alguns goles nos copos do pessoal. Nadou de volta para encerrar o espetáculo. Elevou a intimidade com os brasileiros ao cantar, sentado na beira do palco acompanhado apenas pela guitarra, as canções "Playground Love", "Countdown" e "Goodbye Soleil". "Fior di Latte". O sucesso "1901" aumentou a dor do parto. A vibe do ambiente era de paixão exorbitante, nenhum pingo de arrependimento pelas gotas de suor derramadas ou pelo longo tempo de espera. Êxtase! 

 

Foi de Versailles, na França, que surgiu Phoenix. São dezoito anos da banda. O Rio de Janeiro esperou exatamente 18 para finalmente poder apreciar essa obra de arte da indústria musical ao vivo. Fomos recompensados da melhor forma possível. Sem hesitação. 

 

Nota: A autora não faz mais parte do site desde abril de 2018. Os seus conteúdos estão disponíveis por autorização da mesma.

 

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