Justin Timberlake e a dicotomia do álbum 'Man of the Woods'
Mídia em segundo plano para fins jornalistico e editorial, sem qualquer outra finalidade.

Rock in Rio, aí vamos nós

Queen. Beyoncé. Coldplay. Guns N' Roses. Iron Maiden.
Agora, é a nossa vez de fazer história no maior festival de música e entretenimento do mundo.
 
Em setembro, viva experiência do maior e melhor
Rock in Rio de todos os tempos no On Backstage.

SCORPIONS

34 anos desde a última passagem, os veteranos do Scorpions chegam com força total. Rock You Like a Hurricane!

BON JOVI

O multi-platinado e membro do Rock & Roll Hall of Fame, Bon Jovi, chega ao país com a turnê This House Is Not For Sale.

SLAYER

Uma das principais bandas do thrash metal, Slayer, celebra 38 anos de carreira com turnê mundial de despedida.

IRON MAIDEN

Prepare-se para ver o Iron Maiden na maior produção de sua história em dois dos maiores estádios do país.
qua, 18 de set de 2019
qua, 25 de set de 2019
qua, 02 de out de 2019
dom, 06 de out de 2019
A cobertura especial do maior Rock in Rio de todos os tempos começa em 27 de set, às 14h BRT, nas redes sociais do On Backstage.

Justin Timberlake e a dicotomia do álbum 'Man of the Woods'

05.02.2018

 

Foi na sexta-feira, 2 de fevereiro, que Justin lançou sua versão de 'homem da floresta'. 5 anos após o lançamento do 'The 20/20 Experience' (2013), ele anunciou a chegada do 'Man of the Woods' com um vídeo promocional e uma afirmação; a de que seria o álbum mais pessoal de toda sua carreira. Sua capa trás o cantor nos trajes que já estamos familiarizados, uma roupa elegante monocromática, dividido por outro totalmente desconhecido, vestindo uma camisa xadrez e jeans. Ao fundo, mato. A mesma por si só, já fala um pouco dessa dualidade que o trabalho nos oferece.

 

O álbum começa com o single "Filthy", e sua sonoridade não trouxe novidade. A batida R&B, pop-funk é característica do ex integrante da falecida 'N Sync. Inclusive, introduz um aspecto futurista ao álbum. Ele é representado por um robô no clipe da música. O tom dicotômico do álbum se mostra aí.

 

O segundo single lançado foi ‘Supplies’. A história narrada é de um cara e uma garota vivendo em “The Walking Dead”, que vêm acompanhada das batidas de funk modernas e envolventes, e que também não eram jogadas desconhecidas do presidente do pop. No entanto, seu clipe mostra o cantor se aproximando de causas sociais, ao mostrar-se contra Trump, usando sua imagem como referência de algo preconceituoso.

 

 

O tal 'homem da floresta' veio emergir um pouco depois, com o lançamento de "Say Something". A música tem o violão no centro ditando o compasso da melodia. Instrumentos de percussão também ganham força nessa faixa. Nesse ponto, nos afastamos do robô apresentado em "Filthy". Em parceria com o cantor Chris Stapleton, JT se aproximou da sonoridade que escolheu se arriscar: country.  

 

Todas as faixas do álbum são bem trabalhadas de forma que captamos em essência o cantor que, em 2018, busca se reinventar. O cara tem muitos talentos e aptidões, a música é apenas uma das maneiras em que ele contribui com a Arte. Ator, diretor, produtor, dublador, empresário. JT tem uma personalidade que chama o perfeccionismo. Há que se reparar que, em suas apresentações, todos os aspetos são entregues de forma impecável. O figurino, a colocação da big band, os interlúdios, coreografias, iluminação. O cantor segue um alto padrão de arquitetura de show. Com esses dados em mãos, afirmamos o caráter experimental desse disco que fechou uma boa cotação.

Durante as 16 faixas do álbum encontramos e desencontramos Justin Timberlake. Vemos um artista acertando sem trazer novidades e se arriscando em elementos desconhecidos em seus álbuns. "Man Of The Woods" sai um pouco do insistente dance que ecoa desde os tempos de "Sexy Back" e explora o potencial dos instrumentos de corda e percussão. Inclusive o folk apresentado na faixa-título é extremamente envolvente e te faz querer cantar junto. "Wave" tem as palhetadas invertidas do violão pulsando forte durante toda a faixa, uma sonoridade estrangeira também.   

 

Outra faixa que trás renovo para os álbuns de JT é "Morning Light", com a participação de Alicia Keys. A balada lenta abre espaço para os vozeirões dos dois. "Midnight Summer Jam" e "Breeze Off The Pond" valorizam as palhetadas na guitarra além da batida e soam bem parecidas com Daft Punk. Em alusão a "promessa" de que esse álbum seria muito pessoal, encontramos o interlúdio "Hers" narrado por sua esposa, Jessica Biel e a última faixa do álbum, "Young Man" que trás em sua narrativa o diálogo entre pai e um filho pequeno. 

 

Certamente o presidente fez o que falou. Começou sua carreira na música através de uma boy band, se tornou um dos maiores discípulos de Michael Jackson e agora mergulha no country. O disco soa com muitos contrastes de sons, mas não é Justin isso tudo junto e misturado? Sem dúvidas após esse disco, o título de maior discípulo de MJ quem porta é Mars.

 

(Foto: Reprodução / Divulgação)

 

Ouça o álbum:

Nota: A autora não faz mais parte do site desde abril de 2018. Os seus conteúdos estão disponíveis por autorização da mesma.

 

Compartilhe no Facebook
Compartilhe no Twitter
Please reload

sobre nós    |    mapa do site    |    entre em contato

© 2019 on backstage | alguns direitos reservados.