HIP HOP Rio mostra a crescente popularidade do ritmo no Brasil

HIP HOP Rio mostra a crescente popularidade do ritmo no Brasil

17.07.2017

 Foto: Letycia Miranda | On Backstage

 

Nesse final de semana (dias 14, 15, 16/07) a Marina da Glória recebeu o Festival de Inverno do Rio. O festival tem três dias de duração e, nesta edição, contemplou três estilos musicais: o rap, rock e o sertanejo. Para todo os ritmos, os artistas selecionados já contam com um legado no mercado sonográfico brasileiro, como Gabriel o Pensador e a banda Blitz, por exemplo. Na noite dedicada ao rap contamos com nomes de peso como o expoente Black Alien e a banda Planet Hemp.

 

É de fato que a vertente do rap e hip hop cada vez mais está conquistando espaço na cena musical brasileira. Desde as ameaçadas rodas de rimas, que tiram os jovens das redes e os levam para as ruas para se entreter bem como discutir temas importantes. Haja visto que o rap é um dos poucos estilos musicais em que os artistas, em sua maioria, prezam por compor letras que promovem diálogo através de suas críticas sociais. Sabemos também que um dos mais importantes músicos da atualidade no país é um rapper, Criolo

 

Filipe Ret iniciou a noite de hip hop na Marina. O público ainda estava ganhando volume quando as primeiras rimas começaram. No intervalo entre Filipe e Gabriel o Pensador acompanhamos uma tradicional batalha de rimas, na qual o vencedor foi o Mc Magneto. Logo menos Gabriel mandava seu recado com a música "Chega". A letra que é o desabafo de todo brasileiro mexeu com os ânimos do público que, a essa altura, ocupava todo o espaço nas pistas comum e premium. Não satisfeito com a organização do público, que deixava quem pagou o ingresso de pista comum bem distante do palco, o rapper cruzou a pista premium e foi cantar de perto para a grande quantidade de pessoas que se encontrava mais atrás. Durante sua apresentação, Gabriel agregou outras pessoas em seu show, dando espaço e oportunidade para as pessoas serem ouvidas pelo rap.

 

 (Foto: Letycia Miranda)

 

Black Alien, ou Gustavo de Nikity, se apresentou em seguida e animou a galera com as música de Babylon by Gus volumes 1 e 2 e outros sucessos da sua carreira. O ex-integrante do Planet Hemp se diferencia com o timbre marcante de voz e com sua história de altos e baixos que possibilitou a composição de obras intocáveis como "Na Segunda Vinda", rap que faz parte do volume 1 de Babylon by Gus.

 

Pouco depois das duas horas da manhã, a banda Planet Hemp incendiou a Marina. O público da pista comum, já insatisfeito com a distância e uma estrutura técnica do evento que se encontrava no meio da pista premium, cobrindo a visão de quem estava atrás, tentou "invadir" o espaço à frente. Com os ânimos exaltados, Marcelo D2 corria o palco com o rock da Planet. O público acompanhava cada movimento, rodinhas punks rolaram do começo ao fim. Com a ausência de B Negão, Marcelo D2 convidou também outros rappers para participar da festa, como o filho Saint e Ícaro Silva, que já atuou em novelas da Globo.

 

A noite marca o presente do rap e do hip hop no Brasil e no mundo. Os artistas que encabeçam as listas da Billboard são rappers. Muita coisa vem mudado no estilo de fazer rap, o samba, funk e o eletrônico estão cada vez mais presentes nos beats. Em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, o rap é a vertente que mais ganha espaço e público.

 

Nota: A autora não faz mais parte do site desde abril de 2018. Os seus conteúdos estão disponíveis por autorização da mesma.

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