Em seu auge, Portugal the Man colocará mais um Lollapalooza na bagagem

Em seu auge, Portugal the Man colocará mais um Lollapalooza na bagagem

04.03.2019

Pela segunda vez no LollaBR, Portugal the Man chegará em seu auge

 

Matheus Lima

04 Março 2019 | 11:00

 Portugal the Man. (Imagem: Tony Vasquez)

 

Uma experiência para lá de inusitada marca a trajetória do Portugal the Man no Lollapalooza. Logo após a realização de uma edição do festival em Chicago, em 2011, os rapazes tiveram o trailer roubado. Na ocasião, o baixista Zachary Carothers ficou sem o seu baixo raro, dado por sua mãe. "Estamos sempre em turnê e essas coisas sempre acontecem com quem viaja muito. Essa vez em Chicago foi terrível, perdemos tudo!", disse Carothers em entrevista à revista Rolling Stones Brasil.

 

Mas, isso são águas passadas, e o fato não abalou o relacionamento da turma com o festival. A banda estreou no universo dos Lollas da América Latina lá em 2014, quando fizeram uma maratona nas três edições do evento. Após cinco anos sem pisarem por aqui, eles estão prontos para retornarem com tudo, em seu auge.

 

Oito álbuns de estúdio, quinze anos de estrada e quatro EP's. Portugal the Man chega com a bagagem repleta de histórias. A origem do nome serve para frisar a distinta influência musical da banda, que navega entre o rock psicodélico, com influências indie.

Os primeiros anos independentes já vieram com bons momentos. O terceiro álbum, "Censored Colors", lançado em 2008, fez com que John Gourley fosse eleito O Melhor Vocalista do Ano pela revista Alternative Press.

 

Em 2009, tocaram em dois grandes festivais: Bonnaroo e o nosso querido Lolla, na "nave-mãe", em Chicago. No mesmo ano, as memórias e histórias da vida de Gourley no Alasca, foram a base do disco "The Satanic Satanist". O trabalho inclui parcerias com o Pixies e os gigantes do Radiohead.

 

Já estava na hora dos caras assinarem com uma gravadora. O contrato com a Atlantic Records veio em 2010. Na sequência, o quinto álbum, "In  The Moutain in the Cloud" (2011). O trabalho foi mixado pelo ganhador do Grammy Andy Wallace, que já trabalhou com Rush, Nirvana e Paul McCartney. E, mais uma vez, tocaram no Bonnaroo, agora na edição de dez anos do festival. 

 

Portugal the Man conquistou de vez o público com o lançamento do disco "Woodstock" — nome inspirado no festival Woodstock de 1969, cujo dono era o pai de Gourley. Em 2017, lançaram o global smash hit "Feel It Still", que já conta com mais de 600 milhões de reproduções somente no Spotify. É a composição de maior êxito do grupo, que além de conquistar o n°4 na Billboard Hot 100, entrou no top 10 de mais de 17 países.

 

O vocalista percebeu, que mesmo após 50 anos do festival, a música apresentava a mesma missão que naquela época — "comentar sobre o mal-estar social e político". "Nós trabalhamos com tantas pessoas incríveis nesse álbum, mas acabou com apenas nós quatro em um porão às 4 da madrugada tentando dizer algo importante", disse Gourley. "Tentamos escrever músicas para ajudar as pessoas a não se sentirem sós, mesmo que estejam com raiva ou se sentindo perdidas". 

 

Em 2018, "Feel It Still" ganhou o Grammy para Melhor Performance Pop Por Uma Dupla ou Um Grupo

O disco apresenta ainda as boas "Live In The Moment", "So Young", "Tidal Wave" e "Keep On". E é com ele que John, Zachary, Kyle, Eric, Jason e Zoe desembarcam ao país pela segunda vez, nesse festival que já faz parte da estrada deles até aqui.

 

Em 2014, a banda experimental reuniu um bom público em frente ao palco onde se apresentavam. Após o estouro de "Woodstock", podemos esperar uma apresentação ainda mais calorosa, e uma galera pronta para curtir ao vivo a experiência Portugal the Man — que vai muito mais além de seu smash hit. 

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