Review: O multifacetado Criolo em “Espiral de Ilusão“
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Review: O multifacetado Criolo em "Espiral de Ilusão"

19.05.2017

 

O rapper Criolo não para de nos surpreender. Multifacetado, o artista lançou no final de abril o seu novo álbum, “Espiral de Ilusão”. O CD é fruto do amor pelo samba no qual ele nutre desde sua infância. Criolo é um artista com muitas esferas a serem exploradas. Suas poesias quando musicadas, chamam à atenção de qualquer cidadão interessado em música sincera e com conteúdo. Desde os tempos da rinha dos mc’s, quando já expunha cruamente a realidade do Grajaú, com um microfone na mão e um DJ, até o momento, fazendo um bom samba de raiz. Muita coisa mudou na maneira em que o rapaz expõe seu trabalho, mas a sua essência é sempre vista e carimbada em tudo que faz.

 

Seja com rap, com poesias, com samba, Criolo permanece enlaçado a missão de trazer a luz questionamentos de cunho político-social, analisando o comportamento das massas e expondo os erros grosseiros que levam milhares a desigualdade. E dentre esses vítimas de crimes sociais, como interpretam o mesmo mundo daqueles que ditam as regras e cometem erros para os outros pagarem.

 

Lá Vem Você” é a música introdutória do álbum. Revela a sonoridade do samba raiz e o acúmulo de sentimentos contundentes que Criolo deságua em suas letras.

Canta levemente sobre questões inerentes a vida de todos. A noite que faz a boemia acordar, a paixão sincera revelada num bar. Como em “Filha do Maneco”, a quinta faixa do álbum, o interlocutor ‘manda um papo reto’, se apaixonou pela filha do Maneco. Maneco não quer ver sua filha com nenhum gavião, mas ele diz “sua menina conquistou meu coração e vai ser dona do meu barracão”.

 

A segunda faixa, “Diluvio de Ilusão” é uma poesia desolada de um coração sem acalento. Uma persona que está de fronte a uma realidade na qual, aquilo que era mais importante, não reside mais. Tristeza, angústia e solidão, e para isso, o “para-raios é o pobre violão”. Tal qual em “Calçada”, sétima faixa, também se lamenta a desilusão.

 

Em “Menino Mimado” ouvimos uma narrativa constante de todos os seus álbuns. A indignação pela desigualdade que nos acomete e que tira a escolha de tantos. Sabemos que o ser humano é livre e cheio de possibilidades, possibilidades que são cortadas a cada decisão tomada pelos meninos mimados que regem a nação.

Criolo é um oceano que transmite mensagens sinceras, cheias de espiritualidade e pautadas na realidade. “Nas Águas” é o peito aberto após o momento íntimo de perdoar, perdoar-se e pedir perdão. O agradecimento e a paz que tais atitudes promovem são desaguados nessa canção.

 

A faixa-título vem tratar de um impasse na relação. Ela é aberta, mas nem todos sabiam. Numa chuva de decepção , a indagação; como você dorme tranquilo? “Mulheres amam, homens sei lá o quê”.

 

Boca Fofa” repreende. Os que falam muito sem nenhuma verdade em seus discursos. Causam problemas, intrigas e toda sorte de negatividades. O boca fofa, aquele ser, que nada tem a dizer, mas está sempre com a língua pronta a dar nos dentes e Criolo avisa; é uma tendência global.

 

Hora da Decisão” e “Cria de Favela”  abordam a realidade de morar nas favelas na hora em que o “bicho pega” e o tempo fecha. Como reagir, como sobreviver? É tiro para todos os cantos, para o canto da família que ceava, pros meninos jogando bola, para as crianças na escola. Brincadeira real de polícia e ladrão. E o menino que tá na biqueira, sai de lá, escuta um bom reggae, sabe, lá não é o seu lugar. Põe de fronte quem lucra com a biqueira e trás a realidade “se aposentar, só depois de morrer”.

 

E mais uma vez, ele nos surpreendeu. Vida longa.

Nota: A autora não faz mais parte do site desde abril de 2018. Os seus conteúdos estão disponíveis por autorização da mesma.

 

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