• Matheus Lima e Enéas Lima

Saiba como foi o Lollapalooza Chicago para 440 mil e protocolo contra a covid-19

Atualizado: 6 de ago. de 2021

Com mais de 50% da população de Chicago imunizada, exigência da vacina contra a Covid-19 e outras medidas de segurança, festival reuniu 110 mil pessoas por dia


Público diário do Lolla foi de 110 mil. Imagem: Roger Ho


Chicago viveu ao longo do último final de semana mais uma edição do Lollapalooza onde tudo começou para valer. O festival de experiências, criado por Perry Farrell há 30 anos, se deparou com o seu maior desafio ao longo de todo esse tempo de estrada: o de tomar forma em um período onde tudo pode acontecer pelos resquícios da pandemia do novo coronavírus.


Assista: cobertura do 3° dia de Lollapalooza Chicago no Instagram do On Backstage


A variante Delta, que preocupa por ser altamente transmissível, tem gerado um aumento de casos em todo o país norte-americano. Para que a realização da edição fosse possível nesse verão, a empresa controladora do Lollapalooza, Live Nation, trabalhou em estreita colaboração com funcionários públicos, incluindo a comissária do departamento de saúde pública de Chicago, Dra. Allison Arwady, para implementar diretrizes de segurança.


Fãs na entrada do Lolla Chicago. Imagem: Roger Ho


A entrada no Grant Park só era permitida aos que comprovassem a vacinação contra a Covid-19 ou apresentassem um teste negativo, feito até 72 horas antes do pontapé inicial das apresentações. Logo no primeiro dia de festival, a organização celebrou em comunicado que 90% dos presentes mostraram o comprovante da vacina: “Ótimo trabalho, fãs do Lollapalooza!". 600 pessoas não apresentaram nenhum dos documentos obrigatórios e foram impedidas de entrarem no espaço.


Mudanças aconteceram em Chicago à medida que novos casos de Covid-19 eram registrados, o que levou o Lollapalooza tomar novas medidas de precaução. No terceiro dia de festival, em que Post Malone, Megan Thee Stallion, Machine Gun Kelly e Journey foram os destaques do line-up, o uso de máscara (que estava sendo distribuída) se tornou item de uso obrigatório em todos os espaços internos, independente do estado de vacinação.


A Lolla Store era um dos poucos espaços fechados, por lá era possível encontrar camisetas, bonés, pins, bandanas e outros produtos oficiais da marca como forma de lembrança física.


O brasileiro Bruno Balbino, já vacinado com as duas doses da vacina contra a Covid-19, foi para Chicago viver o seu primeiro Lolla. Atraído pelo headliner Post Malone e toda a experiência vibrante que envolve o festival, o rapaz contou ao On Backstage que sentiu-se seguro durante toda a sua permanência no Grant Park.


"A questão do distanciamento não ocorreu e isso é um fato. Mas dentro do que eles (a organização) poderiam fazer, foi feito. Haviam suportes com álcool e gel por todo parque e com reposição constante. Qualquer um que você buscava para utilizar, tinha disponível para uso. Eles ficavam localizados, principalmente, próximo aos banheiros e zonas de alimentação", relatou Bruno.


Além das atrações, o motivo principal pelo qual as pessoas decidiram por marcar presença no festival foi justamente a exigência da vacinação contra a Covid-19 e o fato de 50,6% da população de Chicago já ter sido imunizada (de acordo com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos).


"A fiscalização estava bem rígida. Inclusive, um rapaz que estava na minha frente na fila de entrada foi barrado por não apresentar o comprovante de vacinação físico. Ele tentou mostrar pelo celular, mas não era permitido pelo regulamento", comentou Balbino, destacando que esse foi um dos pontos mais positivos na sua visão e o que o deixava mais confortável.


Malone fez um dos shows mais arrebatadores do festival. Imagem: Pooneh Ghana


O Lollapalooza, com todo o protocolo de segurança por trás de sua realização, foi uma válvula de escape um tanto ambiciosa. O evento recebeu cerca de 440.000 pessoas (110.000 por dia).


Assista: trechos do show do Post Malone no Instagram do On Backstage


Agora, a preocupação dos organizadores são as semanas que sucedem o festival. Especialistas da área médica dizem que nos próximos dias poderão surgir casos potencialmente de Covid-19. "Quando você tem tantas pessoas em um mesmo lugar, é quase certo que surgirão alguns casos", comentou a secretária de saúde pública de Chicago, Allison Arwady.


A edição de 2022 já está confirmada para os dias 28, 29, 30 e 31 de julho. No Brasil, o Lollapalooza está previsto para acontecer entre os dias 25, 26 e 27 de março no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.


Agradecimento especial ao Bruno Balbino, colaborador especial internacional do On Backstage, responsável pela cobertura do festival em nosso Instagram. Valeu, Balbiano!


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